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Semana de 4 dias: empresas brasileiras vão testar redução da jornada de trabalho

Cada vez mais empresas e profissionais tem adotado a política de transparência salarial
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Um fim de semana de 3 dias é o sonho profissional de muita gente. E, para alguns, esse sonho pode estar prestes a ser realizado. O Brasil se tornará palco de um experimento sobre os efeitos da adoção da semana de trabalho de 4 dias. A iniciativa é de uma parceria entre a organização sem fins lucrativos 4 Day Week, especializada em pesquisas sobre a redução da carga horária, e a brasileira Reconnect Happiness at Work.

O experimento ocorrerá entre os meses de junho e dezembro deste ano e qualquer empresa está apta a participar. A Reconnect será responsável por fornecer as informações sobre o programa. Não há requisitos como número mínimo de funcionários. Basta preencher um formulário disponível no site https://www.4dayweek.com/contact para ter acesso à mentoria sobre o programa.

A semana de 4 dias funciona?

Já existem diversos exemplos pelo mundo. Os Emirados Árabes Unidos são um deles. Desde janeiro de 2022, os funcionários de órgãos públicos trabalham apenas 4 dias úteis por semana, totalizando 36 horas de trabalho.

No Reino Unido, cerca de 60 empresas também já participaram de um teste que durou 6 meses. Lá, as empresas puderam escolher entre uma jornada de 8 horas por dia durante 4 dias ou a mesma carga horária (32 horas semanais) dividida em 5 dias. Concluído o estudo, a grande maioria delas (92%) decidiu manter o formato de trabalho testado.

Na Bélgica, os trabalhadores também têm o direito de escolher entre uma jornada de trabalho de 4 ou 5 dias, mantendo o mesmo salário. O sistema prevê uma jornada de trabalho de 38 horas, mas os funcionários podem trabalhar até 45 horas em uma semana e compensar o tempo adicional na semana seguinte.

E a produtividade?

No Reino Unido, a receita média das empresas que participaram do experimento aumentou em 35% em comparação ao período anterior. Além disso, 90% dos funcionários informaram desejar continuar trabalhando apenas 4 dias por semana.

Já na Islândia os resultados foram tão positivos – com as empresas mantendo ou aumentando sua produtividade -, que os sindicatos de várias profissões passaram a negociar a adoção da jornada de trabalho reduzida. O país, aliás, foi palco de um dos maiores testes do mundo sobre a semana de trabalho de quatro dias: entre 2015 e 2019. Lá, a jornada semanal foi reduzida de 40 para 35 ou 36 horas, sem redução dos salários.

Como fazer tudo em menos tempo?

O modelo a ser testado nas empresas participantes do teste no Brasil será o seguinte: os funcionários receberão 100% do salário, trabalhão 80% do tempo, mas a produtividade deve ser mantida em 100%.

Ao final do experimento, serão avaliados indicadores como o estresse dessas pessoas, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e os possíveis impactos financeiros na empresa, entre eles, a chance de uma rotatividade de empregados.

Essas medidas visam fornecer informações às empresas participantes para que possam decidir se continuarão adotando a semana de trabalho de 4 dias ou não.

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