Selma admite possibilidade de ser candidata a deputada estadual

Em entrevista ao LIVRE, a magistrada aposentada disse que as escolhas são do partido

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A 32 dias do fim do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para realização das convenções partidárias, quando os candidatos são oficialmente lançados, a juíza aposentada e pré-candidata ao Senado pelo PSL de Mato Grosso, Selma Arruda, já admite a possibilidade de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado.

Em entrevista ao LIVRE, a magistrada aposentada afirmou que as escolhas são do partido e não dela. “Sempre me coloquei à disposição para qualquer cargo legislativo”. A declaração de Selma vem ao encontro do que, nos bastidores, tem sido ventilado como desejo do presidente regional da sigla, deputado federal Victório Galli.

Ele estaria articulando uma composição com o PR, que tem o senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao Governo do Estado, uma vez que estaria preocupado com a possibilidade de não se reeleger com as alianças que seu partido formou até o momento.

Enquanto Selma considera a composição com as legendas que formam a Frentinha (Podemos, Pros, PMN, PRP, Avante e DC) e o PSC, que tem Reinaldo Moraes como pré-candidato ao Governo, “mais leve e mais fácil de trabalhar”, por todos terem as mesmas ideologias, o presidente do partido no Estado estaria temendo ficar de fora da Câmara Federal por não atingir o quociente eleitoral, que nas eleições deste ano deve ser de cerca de 200 mil votos.

Dessa forma, repetir no Estado a possível aliança Nacional do PSL com o PR seria mais atrativo para Galli, uma vez que a chapa conta com nomes que têm potencial de voto à Câmara Federal como dos pré-candidatos à reeleição, Carlos Bezerra (MDB), Ezequiel Fonseca (PP) e Valtenir Pereira (MDB), e do ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e pré-candidato, Neri Geller (PP).

A juíza aposentada está relutante com a composição com o PR, especialmente pelo fato de ter em seu arco de aliança o MDB e PCdoB e ainda ter a possibilidade de agregar o PT e o PSD. Nacionalmente, por sua vez, o senador Magno Malta (PR-ES) é cotado para vice na chapa encabeçada por Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à presidência, o que abriria brecha para Galli “bater o martelo” na composição.

Selma disse que a Direção Nacional do PSL vetou coligações com partidos como PT e PCdoB e que a possibilidade da coligação com o PR só tinha surgido por uma dúvida do deputado Victório Galli. “Mas essa dúvida foi sanada. A Nacional não vai obrigar os estados a seguirem a composição”, ressaltou.

Nos bastidores, entretanto, a informação é de que o presidente regional está torcendo para que a magistrada aposentada não viabilize a candidatura ao Senado, venha à estadual e “não atrapalhe” seu projeto de reeleição.

 

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