Prefeitura de Cuiabá recebeu mais de 8 mil denúncias de aglomeração desde o começo da pandemia

Enquanto comércios tentam burlar as regras, as famílias fazem confraternizações

Portas fechadas e comerciantes com medo de abrir e acabarem abordados pela fiscalização ou até mesmo pela polícia (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

As denúncias de aglomeração em tempos de pandemia chegam a 8 mil em Cuiabá entre os meses de abril  e julho. Nos números, estão inclusos os casos de funcionamento irregular de comércios e festas domiciliares.

Segundo coronel da Polícia Militar Leovaldo Sales, secretário de Ordem Pública do Município, as ações estão sempre carregadas de tensão e em pelo menos 3 casos, mesmo com a presença de militares, houve agressão física aos fiscais, o que resultou em encaminhamento do acusado à delegacia.

Os insultos, piadinhas e desacatos são uma constante no trabalho. O coronel diz que na maior parte das vezes são relavados por conta o cenário.

Estatísticas da Polícia Militar mostram que a corporação precisou agir para desfazer 3.050 eventos, festas, acampamentos e similares desde o começo da pandemia do coronavírus, em março deste ano. Também foram notificados 1.508 comércio porque os estabelecimentos recebiam clientes sem máscaras.

Sales esclarece ainda que não há um local específico para as irregularidades. Contudo, existem especificidades. Nas áreas comerciais, por exemplo, as situações mais comuns envolvem a abertura de bares e também a tentativa de fraude de alguns empresários.

Secretário Leovaldo Sales diz que estabelecimentos tentam se passar por serviço essencial (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

“Eles colocam no meio dos produtos alguns alimentos e até mesmo ferramenta para se apresentarem como serviço essencial. Maquiar a atividade”, esclarece.

Geralmente, quando abordado, o proprietário alega a necessidade de subsistência. No entanto, acaba sendo orientado a fechar ou notificado.

Já nos bairros, os principais problemas são as festas domiciliares, nas quais o dono faz uma confraternização acompanhada de bebida alcoólica e como uma reação em cadeia, começa a música alta e as aglomerações.

“Os moradores acabam reclamando. Não existe uma conveniência porque a situação é séria. Porém, ainda existe quem duvide da letalidade da doença”, argumenta.

Ações

Segundo Sales, os fiscais da Ordem Pública se uniram aos que estão lotados nas secretarias de Mobilidade Urbana e Meio Ambiente para fazer as ações. Eles são sempre acompanhados de policiais militares, que são autorizados a atuar por conta de um termo de cooperação técnica entre Município e Estado.

Eles são escalados nos dias de folga e ganham entre R$ 25 e R$ 40 por hora como compensação.

Ao todo, são oito equipes por turno, distribuídas nas regionais.

Como denunciar

O Disque-denúncia – (65) 3616-9614– atende de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Fora desde período, as pessoas devem acionar o 190.

 

 

 

 

 

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