Carregando...
Leis e JustiçaMato GrossoPolítica

Por que o decreto da intervenção terá que passar pelos deputados estaduais?

Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

Os deputados estaduais deverão fazer nos próximos dias análise e votação rápidas do decreto que o governador Mauro Mendes ainda irá publicar sobre a instalação da intervenção na Saúde de Cuiabá. 

Eles terão pouco mais de 24 horas para avaliar os parâmetros do decreto na Comissão de Saúde e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), votá-lo em plenário e criar uma comissão temporária para acompanhar o trabalho do interventor. 

Todo o trâmite de urgência é uma novidade criada pelos parlamentares em janeiro deste ano, logo após o desembargador Orlando Perri aprovar individualmente a intervenção e o governo, em algumas horas, nomear o interventor e entrar na Secretaria de Saúde e na Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). 

Comparação à lei federal 

A intervenção foi autorizada pelo desembargador Perri no dia 28 de dezembro. Na época, os deputados estaduais estavam no fim das atividades parlamentares. Mas, questionaram a falta de consulta do governo a eles para instalar a intervenção. 

LEIA TAMBÉM

Quais serão o foco e o prazo do gabinete de intervenção na Saúde em Cuiabá?
Justiça manda Governo de MT intervir na Saúde em Cuiabá

Em janeiro deste ano, em sessão extraordinária, eles votaram um Projeto de Emenda à Constituição (PEC) que obriga o estado a enviar para a Assembleia Legislativa qualquer decreto de intervenção. 

A justificativa deles é que a normativa passa a equivaler a Constituição do Estado à Constituição Federal nesse quesito. A Constituição diz que qualquer decreto de intervenção baixado pelo presidente da República deve passar pela avaliação do Congresso. 

Mudança na Constituição 

A Emenda Constitucional nº 108/2023 acrescenta um parágrafo ao artigo 189 da Constituição de Mato Grosso. O texto não traz informação de se os deputados têm algum poder impeditivo ao decreto do governo. 

Diz apenas que o governo deverá protocolar, no intervalo de 24 horas, na Assembleia Legislativa o decreto com a nomeação do interventor, e o escolhido deverá atualizar o andamento dos trabalhos periodicamente. A Câmara dos Vereadores também terá direito ao acompanhamento. 

O Tribunal de Justiça divulgou mais cedo que deverá encerrar hoje (10) os trâmites do julgamento do Órgão Especial e notificar o governo para a instalação da intervenção administrativa.  

“Nós poderemos convocar uma sessão extraordinária ou para a segunda-feira (12). Não creio que seja necessário sabatinar o interventor. A obrigação de mandar o decreto para os deputados não tem nada a ver com a decisão da Justiça”, disse o presidente Eduardo Botelho (União Brasil).

A estimativa é que até o início da próxima semana o interventor passe a atuar na Saúde.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Oportunidades

Bombeiros abrem seletivo gratuito para Soldado Temporário com salário de R$ 3,7 mil em MT

Inscrições estão abertas e terminam na próxima terça (26) pelo site da Seplag; certame abrange 24 cidades do estado
Geral

TSE anula votos de Heitor Freire e manda recalcular bancada do Ceará na Câmara

Decisão do tribunal superior pode tirar uma cadeira do União Brasil por gastos ilícitos de R$ 1,6 milhão em 2022
Economia

Receita abre consulta ao maior lote de restituição da história; veja como chegar ao seu saldo

Lote recorde vai injetar R$ 16 bilhões nas contas de 8,7 milhões de contribuintes no dia 29 de maio
Geral

SUS não oferta vacina contra meningite B, esclarece Secretaria de Saúde de MT

Ministério da Saúde publicou portaria vetando a incorporação do imunizante; Estado pede foco nos outros tipos disponíveis