Novo normal? Ensino a distância se confirma como tendência na educação superior

Em 2019, 63,2% das 16 milhões das vagas ofertadas no ensino superior foram na modalidade EaD, segundo o Inep

(Foto: Reprodução/Financial Times)

Aparentemente, o Ensino a Distância (EaD) é o “novo normal”. A tendência de crescimento da modalidade na educação superior brasileira foi apontada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Segundo o órgão, em 2019, 63,2% das 16 milhões das vagas ofertadas foram nessa modalidade. Os dados fazem parte dos resultados do Censo da Educação Superior 2019.

O levantamento mostra ainda que, em 2019, pela primeira vez na história, o número de ingressantes em cursos de EaD ultrapassou a quantidade de estudantes que iniciaram a graduação presencial, na rede privada.

Ao todo, 50,7% (1.559.725) dos alunos que ingressaram em instituições privadas optaram por cursos de EaD. Em contraponto, 49,3% (1.514.302) dos estudantes escolheram ingressar na educação superior de modo presencial.

Quando se trata do acesso dos alunos à graduação ao longo da última década, uma nova configuração da educação superior brasileira se mostra ainda mais evidente. O levantamento aponta que, entre 2009 e 2019, o número de matrículas em cursos a distância aumentou 378,9%.

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Em 2009, o número de ingressantes em cursos de EaD correspondiam a 16,1% do total de calouros. Dez anos depois, esse público representou 43,8% do total de estudantes que inicia a educação superior.

Para o vice-presidente da Comissão de Educação (CE), senador Flávio Arns (Podemos-PR), os jovens preferem o ensino a distância pela facilidade para conciliar estudo e trabalho. A pandemia de covid-19, segundo ele, deve ampliar essa tendência nos próximos anos.

Os dados coletados pelo Ministério da Educação devem ser usados “para subsidiar a análise e a implementação de novas estratégias para o setor”.

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