“Logo vamos estar juntos de novo”, diz publicação de jovem que matou a ex

O acusado foi baleado ao ligar para a Polícia Militar e comunicar que estava no cemitério, no tumulo da ex, e queria se entregar

Antes de acionar a polícia e acabar baleado na segunda-feira (20), Entony Enrique Ferreira da Silva Felix, de 18 anos, acusado de assassinar a ex-namorada Thaays Almeida Silva, 18 anos, por não aceitar o fim do relacionamento, escreveu uma publicação no Facebook da vítima pedindo perdão pelo crime, dizendo amá-la e afirmando que prometeu à vítima que se ela morresse iria junto.

O assassinato aconteceu na última sexta-feira (17), na casa da vítima, localizada no Bairro Bom Jesus, em Diamantino (200 km de Cuiabá). Familiares viram Entony chegar na casa da ex e uma testemunha chegou a ouvir os dois conversando e o barulho do tiro. A filha da vítima, de quatro anos, teria presenciado o crime.

Thaays foi encontrada no quintal da casa, já sem vida, com um tiro na testa. Investigações da Polícia Judiciária Civil apontam que o suspeito era bastante ciumento e não deixava a namorada conversar nem com amigas, o que fez ela tentar romper o relacionamento.

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Entony ficou foragido da sexta-feira (17) até a segunda-feira (20), quando foi visitar o tumulo da ex e, segundo o oficial da Polícia Militar que atendeu a ocorrência, acabou trocando tiros com a polícia numa residência ao lado do cemitério.

Durante o período que estava foragido, no entanto, Entony vinha publicando no perfil de Thaays no Facebook mensagens dizendo estar arrependido do crime e que estava muito abatido com o que tinha acontecido – o que vinha sendo acompanhado pela polícia.

Em uma das mensagens, Entony se declarou para a ex-namorada, pediu desculpas para a filha dela, que presenciou o assassinato, disse que o coração dele estava doendo muito, pediu perdão a Thaays a chamando de “meu anjinho” e “meu amor”, disse que ela acabou partindo por uma “brincadeira besta dos dois” e, até mesmo, afirmou ter prometido que se a ex-namorada morresse iria junto, dizendo ainda que logo os dois estariam juntos para “conversar direito”. Veja o depoimento completo:

Reprodução/Facebook

Depois dos depoimentos, aparentemente carregados de arrependimento, no Facebook, na segunda-feira (20), segundo o oficial da Polícia Militar que atendeu a ocorrência do caso, Entony ligou no batalhão da PM de Diamantino e disse que estava no cemitério e que queria se entregar.

“Mas sabendo dos antecedentes criminais dele e que ele tinha atirado nessa menina, a gente já foi com o pensamento de ter uma atitude para realizar a detenção dele”, contou o oficial.

Uma equipe foi até o cemitério realizar a busca, mas, a princípio, Entony não foi encontrado. Pouco depois, porém, ligaram no quartel falando que um jovem havia pulado o muro do cemitério e a equipe fez buscas nas proximidades, momento que vizinhos indicaram a casa que o jovem havia invadido.

“Nesse local foi iniciada uma varredura e foi constatado o indivíduo [Entony] com uma arma de fogo. Nesse momento, diante da resistência dele, houve a verbalização e tudo mais, porém, foi necessário a ação da Polícia Militar para cessar a ação dele”, narrou o oficial ao LIVRE.

Segundo a Polícia Militar, além de não se entregar como pediram várias vezes os policiais, Entony apontou a arma para a equipe, que se abrigou atrás de um muro e se viu obrigada a atirar para impedir que o suspeito atirasse nos militares primeiro.

Entony foi baleado por quatro tiros – nos antebraços direito e esquerdo, ombro e de raspão no pescoço, mas rapidamente foi socorrido pelos policiais e encaminhado ao pronto-atendimento de Diamantino, onde recebeu o primeiro atendimento médico.

No hospital, ele ainda teria ameaçado os policiais dizendo que estava gravando a fisionomia deles para se vingar. Mais tarde, o jovem foi transferido para Cuiabá, onde seguiu internado.

Como o suspeito vinha escrevendo nas redes sociais que logo iria se reencontrar com a ex-namorada morta e que havia prometido que se ela morresse iria junto, há a suspeita de que ele tenha acionado a polícia não para que fosse preso, mas sim para que fosse morto, porém, não há confirmação sobre essa hipótese e a Polícia Judiciária Civil ainda investiga o caso.

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