Mesmo com liminar contrária, Sintep decide manter greve

A presidente do Sindicato diz ainda que não foram notificados da decisão, mas que o grupo está alinhado para manutenção do movimento

(Foto: Reprodução)

A desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos concedeu uma liminar contrária a greve dos professores de Sinop. Na decisão, a magistrada afirma que o movimento é ilegal e determina ainda o retorno imediato das atividades.

Para o embasamento da decisão a magistrada considerou que o município demonstrou já estar cumprindo com algumas das reivindicações dos servidores e comprovou a impossibilidade de cumprir outras solicitações devido a questões legais.

Rebatendo as informações, a presidente do Sintep Sinop, Aparecida Lopes, diz que a atual gestão sequer quis ouvir os trabalhadores.

“Sempre estão atentando contra o direito dos trabalhadores. O que temos visto, na verdade, são só falácias. (Martinelli) diz que está tentando aprovar o projeto de lei da educação, mas nem vemos este projeto entrar na Câmara. Não temos mais como negociar, então optamos pelo último dispositivo legal que temos, a greve”, ressalta a sindicalista.

A presidente destaca ainda que “todas as vezes que optamos pelo nosso direito constitucional ao ato de greve sofremos essas pressões de judicialização do nosso movimento. Estamos lutando pelos nossos direitos e isso tem que ficar muito claro”, disse.

O Sindicato ainda tem uma assembleia geral programada para hoje (20) às 15h, onde os próximos passos do movimento serão definidos.

 Greve

Cerca de 1700 profissionais da educação deram início a greve geral a partir na segunda-feira (16). Ao todo, o município possui 38 escolas e creches que devem ser impactadas pelo movimento.

Entre as reivindicações da categoria estão a redução imediata da jornada de trabalho dos técnicos de 40 horas para 30 horas, redução da jornada dos professores de 38 horas para 36 horas e regulamentação da jornada dos profissionais técnicos para 30 horas.

Além disso, a categoria cobra a atualização salarial para os professores de acordo com o piso nacional, saindo de R$ 1.434,00 reais para R$ 2.455,00 reais, e o aumento de 4.77% para os demais profissionais da educação.

Outra mudança solicitada pela categoria é a inserção dos motoristas da educação no plano de cargos, carreiras e trabalho dos profissionais da educação.

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