Início Política MEC: Senadores de MT são contra CPI por “uso eleitoreiro” de investigação

MEC: Senadores de MT são contra CPI por “uso eleitoreiro” de investigação

Parlamentares não assinaram o pedido protocolado ontem pela oposição no Senado para apurar indícios de tráfico de influência no ministério

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os senadores de Mato Grosso não assinaram o pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar indícios de tráfico de influência no Ministério da Educação (MEC).  

O pedido de investigação foi protocolado ontem (28) por senadores da oposiçãoa ao atual governo. O autor do pedido, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), coletou 31 assinaturas pela instalação, com base a investigação Acesso Pago da Polícia Federal (PF), que prendeu o ex-ministro Milton Ribeiro. 

Entre as justificativas dadas pelos parlamentares de Mato Grosso está a de que a instalação de uma CPI às vésperas do período eleitoral não traria resultado eficiente e poderia ser usada de forma eleitoreira. 

“CPI geralmente nunca dá em nada e uma investigação agora não conseguir resolver nada, então, deixa para a Justiça resolver esse caso. Eu tenho essa opinião tanto para a CPI do MEC quanto para a Petrobrás”, disse o senador em exercício Fábio Garcia (União Brasil). 

A senadora em exercício Margareth Buzetti usou o mesmo argumento para se posicionar com o voto contra. Ela divulgou uma nota dizendo que a investigação dos indícios de crimes devem continuar com a PF. 

Da base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, o senador Wellington Fagundes (PL) disse se tratar de uma comissão parlamentar com caráter “eminentemente político”. 

“Não tem como fazer uma CPI nesse momento com isenção. Melhor instrumento são os órgãos investigativos, como a Polícia Federal, Ministério Público e a Controladoria Geral da União (CGU)”, afirmou. 

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