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Mauro Mendes: prefeitos se precipitaram ao fechar comércio

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Vinicius Bruno

O governador de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM) afirmou nesta terça-feira (24) que os prefeitos se precipitaram ao decretar o fechamento do comércio em razão da crise causada pela pandemia de coronavírus.

As maiores cidades de Mato Grosso já decretaram o fechamentos de comércios em geral, além de suspensão do transporte coletivo, como Cuiabá, Várzea Grande e Sinop.

Em entrevista à TV Centro América, Mauro Mendes disse que os decretos municipais podem causar grandes danos à economia do Estado, gerando prejuízos e desempregos, além de comprometer inclusive o abastecimento durante o período de enfrentamento do coronavírus.

“Da parte do Estado, proibimos apenas o funcionamento de comércios que não são essenciais, como bares, e a promoção de eventos que promovem a aglomeração de pessoas”, disse.

Ele disse ainda que, se supermercados, por exemplo, estão abrindo obedecendo os cuidados de higiene de seus colaboradores e clientes, por que as demais atividades não podem fazer o mesmo?

Medidas extremas

Os decretos com medidas que restringem a circulação de pessoas como forma de evitar aglomerações já causam prejuízos milionários. Empresários já estão mais de uma semana com queda nas vendas.

Trabalhadores também estão impossibilitados de trabalhar – com exceção  dos profissionais e de áreas essenciais como saúde, segurança e coleta de lixo.

O presidente Jair Bolsonaro tem afirmado que muitos decretos editados pelos governadores estão sendo “extremos” e que vão prejudicar a economia.

Na manhã desta terça-feira (24), Bolsonaro se reuniu com os governadores do Centro-Oeste, por meio de videoconferência e foi pressionado a liberar os recursos do FEX, que só para Mato Grosso soma R$ 1 bilhão.

Estado de emergência

Na manhã de hoje, o governador Mauro Mendes também decretou estado de emergência em todo o Estado. A decisão foi tomada após terem sido confirmados 6 casos de covid-19, em Mato Grosso, e o monitoramento de 210 suspeitos.

O decreto valerá por três meses e poderá ser prorrogado por mais seis meses.

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