Mandante da morte de Mariana Dutra vai a júri popular em maio

Crime causou grande comoção em Tangará da Serra, por conta da crueldade

A dois meses de enfrentar o Júri Popular, Bruno dos Santos Silvas tentou, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, conseguir o direito de responder pelo crime de homicídio qualificado em liberdade. Ele é acusado de ser o mandante do assassinato da adolescente Mariana Dutra, em Tangará da Serra (250 km de Cuiabá), em 2018.

A defesa alegou falta de provas que o liguem ao crime, mas o pedido foi negado. Para o desembargador Orlando Perri, os testemunhos e a coleta de evidências apontam para a participação do suspeito.

Uma das situações inclusas no processo e evidenciada pelo magistrado, na sessão da 3ª Câmara Criminal realizada na tarde de quarta-feira (10), foi uma mensagem publicada pela vítima dois dias antes de morrer.

Ela compartilhou uma foto do acusado com os seguintes dizeres: “Demorei, mas achei. Foi esse pau no cu que roubou o meu celular tranquilamente. Creio que sua morte vai chegar. Seu bandido filho da puta. Quem souber onde esse daí mora, eu dou uma recompensa. Espere que sua hora vai chegar”.

O celular em questão, segundo os autos, seria um dos motivos do desentendimento entre Lucas e Mariana. Ela teria entregado o celular para o suspeito para que ele trocasse por drogas. Contudo, ele simplesmente desapareceu sem entregar o produto.

Por conta disso, a jovem teria procurado a delegacia da cidade, onde registrou um boletim de ocorrência, apontando Bruno como responsável pelo roubo.

No dia do crime, Mariana teria procurado o adolescente J.V e disse que queria um revólver, supostamente para matar o rival ou se proteger. No entanto, J.V já tinha feito um acordo com Bruno: receberia o celular e mais R$ 5 mil para executar a garota.

Então, para montar a emboscada, J.V disse que tinha uma arma escondida em um terreno baldio e que levaria Mariana até o local. Chegando lá, ele esfaqueou a vítima e tentou esconder o corpo.

O caso, que causou grande comoção em Tangará, terá um desfecho no dia 18 de maio. Na data, o crime será levado ao Júri Popular.

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