Índio morto em conflito na Funai de Colniza é identificado e outro está na UTI

Policial disse que os funcionários vinham recebendo ameaças e por isso atiraram quando os índios invadiram a Funai

Colniza, MT, Brasil: Base da Funai na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, no município de Colniza, noroeste do Mato Grosso. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O indígena morto em confronto na quarta-feira (10) em Colniza (1.065 km de Cuiabá) foi identificado como Erivelton Tenhrain, 43 anos, segundo informações do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar. Ele foi baleado supostamente durante um conflito ocorrido durante tentativa de invasão da unidade da Fundação Nacional do Índio (Funai) que fica próxima a uma reserva indígena.

Segundo informou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a investigação está sendo conduzida pela Polícia Federal, que também foi responsável por identificar o corpo.

Outro indígena baleado no conflito está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Lucas, em Juína (737 km de Cuiabá), segundo o portal G1. Em entrevista ao G1, o sargento Anderson Claudino de Freitas, da Polícia Militar, que atendeu à ocorrência, disse que um grupo de índios armados chegou à Funai em dois carros e uma moto. Ele disse que o coordenador da Funai estava assistindo TV quando ouviu o barulho dos veículos.

“O chefe da Funai já vinha recebendo ameaças de morte e, inclusive, já tinha oficializado o crime. Os funcionários da Funai estavam sendo proibidos de passarem pela estrada dentro da reserva. Como já havia essas ameaças, os funcionários da Funai já estavam preparados e revidaram ao ataque, atirando contra eles”, disse o PM ao G1.

“O índio que estava na moto morreu e o restante recuou e fugiu. Depois, soubemos que outro índio tinha sido ferido no abdômen e então fomos até o Distrito de Guariba para procurá-lo e recebemos a informação de que ele tinha sido socorrido e levado para Juína”, relatou. Segundo o portal, 8 armas de fogo que pertencem à Funai foram apreendidas e entregues à Polícia Federal para perícia.

O motivo do conflito seria a reivindicação de uma área na região. A sede da Funai está localizada próxima à terra indígena Kawahiva do Rio Pardo e atende os índios isolados dessa localidade. O Ministério Público Federal (MPF) informou que abriu investigação para apurar o suposto conflito.

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