Imea prevê ligeiro aumento na demanda pelo milho mato-grossense

Só para exportações, a demanda pelo cereal registrou aumento de 5,60%

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou, nesta semana, uma nova estimativa para o quadro de oferta e demanda da safra 17/18 do Milho do Estado, trazendo revisões para ambas as relações.

De acordo com o informativo, a oferta foi revisada para 27,61 milhões de toneladas em vista do reajuste da área semeada, que possibilitou incremento da produção nessa nova estimativa.

Contudo, a redução no investimento em tecnologias e a perspectiva de redução na área plantada, fez a oferta ficar 9,40% abaixo do volume apresentado na safra anterior (16/17).

Já a demanda teve crescimento de 5,60% nas exportações do cereal. Estima-se que 16,96 milhões de toneladas do grão mato-grossense serão destinadas ao mercado externo.

“Tal volume foi revisado para cima em decorrência da valorização tanto do dólar, quanto das cotações do cereal na bolsa de Chicago, nos meses anteriores, o que colaborou para a competitividade do cereal brasileiro e adiantamento das vendas no mercado externo”, explica o informativo.

Embora a exportação tenha apresentado bons resultados, o volume ainda está 17% abaixo do que foi visto na safra passada, devido a perspectiva de menor produção neste ano agrícola.

O relatório ainda aponta que em vista da quebra de produção em outros importantes estados agrícolas, cerca de 5,09 milhões de toneladas do cereal devem ser destinadas para o consumo interestadual, crescimento de 4,30%, em relação ao ciclo anterior.

Já o consumo de milho dentro de Mato Grosso, por sua vez, continua crescendo. Estão previstas 5,49 milhões de toneladas para consumo interno, tendo como principal fator de impacto a melhora do setor pecuário.

Assim, com uma demanda mais aquecida nessa nova estimativa, os estoques finais de milho no Estado passaram de 0,08 para 0,07 milhão de tonelada.

Cotações

O preço do milho disponível no Estado iniciou o ano com desvalorização de 0,27% e preço médio de R$ 16,25 por saca, devido, sobretudo, ao recuo nas cotações da B3 para março.

O preço do milho na B3 exibiu recuo de 3,36%, diante da semana anterior, com cotação média de R$ 32,84 por saca, ficando abaixo R$ 5,46 por saca, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

O preço paridade para julho deste ano encerrou a última semana com baixa de 1,35% e preço médio de R$ 16,02 por saca, decorrente do recuo nas cotações do dólar e da CME.

A cotação do dólar para fevereiro de 2018 fechou a semana com baixa de 0,36%, devido, sobretudo, ao cenário externo, e ao mesmo tempo pelo movimento de vendas de exportadores.

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