“Governo sabe que falta de 13º vai prejudicar o orçamento familiar dos servidores”, diz chefe da Casa Civil

Estado deveria ter feito pagamento dos servidores na quinta-feira, mas não teve recursos

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O secretário-chefe da Casa Civil, Ciro Rodolfo Gonçalves, disse que o governo está ciente das consequências do não pagamento do 13º salário dos servidores que fazem aniversário nos meses de novembro e dezembro. No entanto, afastou de si a culpa, colocando-a no Governo Federal, que, até sexta-feira (21), não havia liberado os recursos do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX).

Durante o evento de inauguração do novo espaço do Centro Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac),  Ciro observou que, embora não seja oficial, o Governo Federal já sinalizou que não deverá conseguir encaminhar o FEX, que seria na margem dos R$ 400 milhões. Apesar disso, garantiu que o governo segue negociando, a fim de cumprir, na medida do possível, com as últimas obrigações da gestão.

No entanto, o governo já não conseguiu pagar aos aniversariantes de novembro e dezembro o 13º salário, cujo prazo era essa quinta-feira (20). Ao todo seriam 20% do funcionalismo sem receber o benefício. O valor a ser pago é de R$ 157 milhões, segundo Ciro.

[featured_paragraph]“A gente tem consciência que desses 20% dos servidores, ao não receber na data do dia 20 esse 13º, vai degringolar, sim, o orçamento familiar. Não era desejo nosso, não é vontade unilateral do estado de Mato Grosso”, disse.[/featured_paragraph]

Questionado se o governo não tinha um “plano B”, já prevendo o não recebimento de recursos, o secretário observou que o modelo utilizado pelo governo para pagamento do 13º, executando-o desde o início do ano, já seria um backup, uma vez que evitou uma dívida ainda maior.

Entretanto, também pontuou que, considerando que o Estado não tem receita extraordinária e esteve, desde o início da gestão, com dificuldades de Caixa, não era possível fazer uma reserva. “Nós estamos falando de R$ 400 milhões”, lembrou.

“O não encaminhamento do FEX atrapalha o fechamento completo dos compromissos. Nós estamos falando de um devedor de R$ 400 milhões de reais, que, dentro desse fluxo, é um recebível do Estado. É um direito do Estado”, finalizou.

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