Garimpeiros se mobilizam contra operação da PF; uma morte foi confirmada em Aripuanã

Informação está se espalhando pela cidade, porém não foi confirmada pela polícia

Cerca de 250 garimpeiros estão reunidos em frente a um posto de gasolina, na entrada de Aripuanã (distante 1.000 km de Cuiabá). O estabelecimento fica na frente do garimpo onde está em andamento uma operação contra a exploração ilegal de ouro.

O jornalista do site Top News, Cleverson Luiz Veronese, conta que desde o começo da manhã há rumores de que dois garimpeiros tenham morrido no confronto com a polícia. Porém, ele tentou confirmar a informação com as polícias e nas funerárias da cidade, sem sucesso.

Uma das mortes foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Federal.

Garimpo em Aripuanã é alvo de ação das policias Federal e Militar, em Mato Grosso (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Veronese está acompanhando o caso de perto e relata que os policiais entraram no local nas primeiras horas do dia e desde então, nenhuma pessoa entra. Quem estava no interior do garimpo, sai depois de revistado e levando apenas as roupas do corpo.

“O clima está tenso e alguns temem que a polícia queime os equipamentos. Falei com uma senhora que tinha uma cozinha montada na área e ela disse que tudo ficou para trás”.

Em entrevista a uma rádio da cidade, o presidente do sindicato dos garimpeiros, Antônio Vieira da Silva, 45, confirmou o que o jornalista disse e ainda acrescentou que todos foram surpreendidos com a ação da polícia e que querem trabalhar pacificamente.

Ele argumenta que o garimpo fomentou o comércio local e que eles acreditam que é possível os trabalhadores ilegais atuarem na mesma região que as grandes mineradoras sem que haja prejuízo entre as categorias.

(Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Entenda a operação

Desde o começo do dia 160 policiais militares, civis e federais, além de fiscais do Ibama e da Sema, foram ao local, onde o garimpo se instalou desde novembro do ano passado.

Esta é a segunda fase da operação, sendo que a primeira aconteceu há 11 dias.

O LIVRE tentou confirmar as mortes com as polícias militar e civil da cidade, bem como a Polícia Federal, no entanto, eles informaram que no final do dia haverá uma coletiva com o balanço da situação.

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