Fim do auxílio emergencial deverá atingir 1 milhão de mato-grossenses

Benefício foi pago a cerca de 40% da população durante sete meses e boa parte dela criou reserva financeira

(fFoto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

O fim do auxílio emergencial deverá atingir a renda mensal de cerca de 1 milhão de mato-grossenses. Os dados divulgados mensalmente na Pnad Covid-19 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, desde junho, a média de acesso ao benefício ficou em 40%. 

A maioria dos beneficiários era de trabalhadores autônomos, MEIs ou trabalhador com carteira assinada com renda de até um salário mínimo. Junho foi o mês com maior número de pagamentos em Mato Grosso, com 1,3 milhão pessoas atendidas. 

Esse número se manteve nos dois meses seguintes até o reinício das atividades econômicas, a partir de agosto, mas chegou em novembro, última atualização divulgada pelo IBGE, na casa de 40% da população de 3,5 milhões. 

Conforme o governo federal, o pagamento do auxílio emergencial encerrou em dezembro, mas parcelas residuais foram depositadas até o dia 27 de janeiro. 

Reserva 

Uma pesquisa divulgada em dezembro pelo Instituto de Pesquisa Fecomércio (IPF) mostra que o auxílio emergencial contribuiu para o aumento de dinheiro em reserva em Mato Grosso.  

Um comparativo feito pelo IPF com dados de janeiro a abril mostra que um crescimento de 40% no volume do crédito em caixa nos bancos em Mato Grosso, em relação a 2019.   

Se comparado aos três últimos meses de 2019, esse volume cresceu próximo a 20% e entrou em 2020 com resultado negativo – lembrando que nesse intervalo ocorreu pagamento do 13º salário. 

Os dados levaram o instituto a considerar que a economia de Mato Grosso poderá se manter aquecida por três meses após o fim auxílio. O governo do Estado estima que o pagamento de quatro parcelas de R$ 600 a mais de 1 milhão de pessoas injetou cerca de R$ 3 bilhões na economia estadual, quantia que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Sem previsão de continuidade 

Em outubro, o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, já defendia que o auxílio emergencial fosse mantido pelo governo federal. Na época, era discutido a extensão do benefício a parcelas de R$ 300. 

Para este ano, o governo federal indicou que não há previsão de manutenção do auxílio. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse esta semana que uma eventual nova rodada do auxílio emergencial deve estar dentro do orçamento e ser acionada apenas em caso de nova calamidade pública. 

Segundo o ministro, a extensão do auxílio seria mais “focalizada” e atenderia 32 milhões de brasileiros, pouco menos da metade dos 67,9 milhões de pessoas que receberam o benefício em 2020. 

Para chegar à estimativa de 32 milhões de pessoas, Guedes explicou que uma nova versão do auxílio emergencial não abrangeria os inscritos no Bolsa Família e se concentraria apenas na população não atendida por nenhum programa social.  

O ministro ressaltou que a recriação do auxílio deverá ter previsões de recursos no orçamento, com o remanejamento de outras despesas e com a ativação do estado de calamidade.

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