Escolas fechadas vão causar uma epidemia de analfabetismo, diz pesquisador

Unidades fechadas influenciam diretamente crianças em idade de alfabetização, afirma o professor da UnB Marcelo Hermes

(Foto: Julia M Cameron / Pexels)

Apesar de outros serviços como bares, restaurantes, lojas e shoppings estarem em funcionamento, as escolas permanecem de portas fechadas por opção de prefeitos e governadores.

Para o professor da UnB Marcelo Hermes, doutor em bioquímica, cientometrista e colunista do LIVRE, deixar as crianças fora da escola representa um problema grave. Segundo ele, o Brasil deve enfrentar uma epidemia de analfabestimo num futuro próximo.

“O que a gente vai ver é uma epidemia de analfabetismo. Mais de 50% da população brasileira é semianalfabeta, isso nas condições ‘normais’. Agora imagina as crianças que passaram um ano fora da escola, que estão em fase de aprendizagem? Elas vão perder o momento de aprender a ler e a escrever, com essa política de salvar vidas primeiro, educação depois”, critica.

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Um dos mais respeitados pesquisadores da área, o professor aponta a baixa taxa de infecção da doença em crianças como argumento para a reabertura.

É crime o que está sendo feito. ‘Mas os professores podem se contaminar’, dizem. Mas está todo mundo trabalhando, porque os professores podem se eximir desse perigo de ir trabalhar?”, questiona.

E Cuiabá?

Na semana passada, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) adiou mais uma vez a definição sobre a volta às aulas.

A princípio, o retorno seria feito no dia 8 de fevereiro, em sistema “híbrido”. A prefeitura deve bater o martelo ainda nesta segunda-feira (25). Não há, porém, previsão do horário em que o anúncio será feito.

Até agosto do ano passado, o município tinha quase 53 mil alunos matriculados apenas na rede pública de ensino. No município ainda não há previsão para o início do ano letivo em 2021. Com isso, o número pode cair e afetar a qualidade do aprendizado.

Na rede privada, a evasão influencia no faturamento. No mesmo período, o setor já apontava perdas de 40%. Milhares de pais chegaram a fazer uma carreata pedindo o retorno das atividades. Entre os relatos, eles apontam os efeitos na saúde mental das crianças como depressão e ansiedade.

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