Entenda a diferença entre isolamento e quarentena e a melhor a opção a adotar

É quase a mesma coisa, mas uma medida é bem mais drástica do que a outra

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Mato Grosso começa a viver nesta semana o estágio de permanência em casa por causa da rápida disseminação e crescimento do número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus. No país, mais de 300 pacientes já foram diagnosticados.

“Isolamento” e “quarentena” se tornaram, portanto, palavras correntes pelas bocas dos brasileiros.

Contudo, não são apenas pessoas contaminadas ou com a suspeita da doença que podem adotar o isolamento para evitar a disseminação do vírus. 

A recomendação do Ministério da Saúde é pela adoção do isolamento por pessoas classificadas no grupo de risco, ou seja, que têm maior probabilidade de contaminação. 

São pessoas com idade acima de 60 anos ou com doenças crônicas como a diabetes e doenças cardiovasculares. 

Também estão neste grupo pessoas que sofrem com asma, hipertensão e fumantes.

A orientação já está valendo há uma semana. A justificativa dada pelo Ministério da Saúde é a mesma que vem sendo enfatizada por grupos de saúde ao redor do mundo. 

A falta de medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possam prevenir a infecção pelo novo coronavírus torna essencial para a prevenção ao vírus o isolamento voluntário domiciliar.

Transmissão

A contaminação acontece a partir do contato com pessoas que estão infectadas.

Cumprimentar, beijar, compartilhar copos e talheres são algumas das atitudes que devem ser evitadas.

É que a transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro. Substâncias que podem ser repassadas por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

Usar máscara de proteção é uma das formas de evitar transmitir o vírus, se você estiver infectado (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Isolamento e quarentena

A diferença entre isolamento e quarentena está ligada à complicação do quadro de disseminação e contaminação de doenças infecciosas, no caso atual, o coronavírus e a Covid-19.

O isolamento é menos restritivo. Ele prevê que pessoas em grupo de risco, contaminadas e com suspeita de contaminação permaneçam em casa.

Na situação atual do Brasil, o Ministério da Saúde considera aplicável o isolamento, por isso, a ênfase de alteração de rotina para pessoas classificadas no grupo de risco.

Mas, se a contaminação continuar a evoluir na mesma velocidade em que foi registrada nesta semana, a quarentena deve ser o próximo passo a ser adotado.

É neste ponto que a recomendação médica de isolamento se estende para todos.

Na quarentena, toda a população passa por restrições e só pode sair de casa para medidas essenciais, como comprar comida e remédios. O exemplo é a Itália. 

Neste caso, comércios, shoppings, eventos e locais onde há aglomeração de pessoas são fechados temporariamente. 

O Brasil ainda não decretou quarentena em nenhum Estado ou cidade.

Manter os cuidados

Mesmo em isolamento domiciliar, pessoas do grupo de risco devem seguir algumas regras caso tenha contato com familiares e pessoas próximas:

  • Não ter contato com pessoas que estão contaminadas ou sob suspeita
  • Manter o protocolo de lavar sempre as mãos e utilizar o álcool em gel quando necessário
  • Esterilizar superfícies com álcool
  • Evitar tocar o rosto, olhos, nariz e boca

A separação de pessoas só é obrigatória em casos que sejam apresentados os sintomas (os principais são: febre, tosse e dificuldade para respirar) ou nos casos sem sintomas, mas que estejam em investigação clínica e laboratorial.

Preferencialmente, o paciente deve ficar totalmente isolado em casa, no entanto, se houver agravamento do quadro, o paciente pode ser isolado em unidades hospitalares.

Quem chegou de viagem e esteve em locais com casos confirmados da doença deve seguir o protocolo (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Ministério da Saúde incluiu todos os viajantes internacionais na lista de pessoas que devem ficar isoladas. 

Em Mato Grosso, a normativa publicada prevê o isolamento de 14 dias para quem retornar de qualquer local que tenha caso confirmado de coronavírus, seja no país ou no exterior. 

Se a pessoa que retornou de viagem tiver tosse e falta de ar, a recomendação é procurar uma unidade de saúde.

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