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Eleições: Geller e Fagundes se posicionam em lados opostos para garantir apoio

Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

A construção da coligação em torno da eventual candidatura do governador Mauro Mendes (União Brasil) para mais quatro anos de mandato tem avaliação de perdas pelas escolhas que terão de ser feitas até o fim das convenções partidárias, em agosto. 

No primeiro evento em clima mais eleitoral do ano, o governador reuniu, na cerimônia de posse de seis secretários nesta segunda-feira (4), pré-candidatos ao Senado que se delegam porta-vozes de grupos diferentes e ouviu recado direto de colegas de partido que ainda demonstram alguma insatisfação. 

O deputado federal Neri Geller (PP) disse que na última conversa que teve com o governador, na sexta-feira (1º), ouviu que não existe acordo fechado com nenhum pré-candidato ao Senado. Ele seria uma opção que ficou mais de canto nas últimas semanas, enquanto avançava conversas com seu opositor. 

(Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

“Nosso grupo está definido, agora, a definição de composição do governador do Estado depende do Mauro. Eu estou no grupo forte que ajudou alavancar Mato Grosso, que ajudou destravar a construção da primeira ferrovia estadual. Não é uma construção de agora, é de quatro anos”, afirmou. 

Há algumas semanas, Geller conseguiu reunir líderes municipais em um evento em Cuiabá na oficialização do apoio do PSB, PSD e MDB à sua pré-candidatura. A fala dele hoje está amparada nesse evento, que teve a presença de cerca de 70 prefeitos, além dos líderes partidários. 

Seu concorrente é senador Wellington Fagundes (PL), que também estava na cerimônia pela manhã. A atração política a ele ocorre pela participação na agremiação do presidente Jair Bolsonaro e leva de políticos simpatizantes de Bolsonaro migraram durante a janela partidária.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Partido Liberal foi quem mais crescente em Mato Grosso, com a filiação de deputados federais e estaduais. Fagundes citou essas mudanças no grupo e disse que o PL agora tem peso de políticos com mandato nas mãos, o que seria outro fator de ponderar para alianças. 

“As coligações acontecerão em julho e até lá queremos trabalhar mais filiações e trabalhar diretamente com Bolsonaro uma análise de cada Estado nas campanhas. O partido nacional tem a importância do Fundo Eleitoral e isso tem que ser bem discutido”, afirmou. 

A ligação entre os pré-candidatos e o governo está, principalmente, na saída de Mauro Carvalho (ex-Casa Civil) para articular as campanhas do União Brasil. A informação nos bastidores é que haveria um acordo ele sair como suplente na chapa Wellington. 

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