Depressão pós-parto atinge mais grávidas que a diabetes gestacional; conheça os sintomas

Passar por períodos de tristeza é normal, mesmo assim, é preciso ficar alerta

(Foto: Freepik)

Muitas mulheres sonham em ter filhos e criam grandes expectativas com a chegada do bebê. Mas, em alguns casos, a maternidade vem acompanhada de tristeza e ansiedade.

Isso não quer dizer que a mulher seja uma mãe ruim ou egoísta. Pelo contrário, a tristeza na maternidade, chamada baby blues, é considerada normal nas primeiras semanas após o nascimento do bebê.

Mesmo assim, alguns sinais podem servir como um alerta de que algo pior está ocorrendo.

Conforme a psicóloga perinatal, Talita Moschini, quadros de depressão têm sido diagnosticados cada vez mais ainda durante a gestação. A incidência chega a ser maior do que a diabetes gestacional. Por isso, o termo “depressão pós-parto” hoje é substituído por “depressão perinatal”.

“Quase toda mulher vivencia um período de alteração de humor, mas não é uma patologia. Isso vem a partir da queda hormonal e das transformações que a mulher vivencia no pós-parto imediato. Mas ela não fica paralisada diante das atividades, ela consegue viver normalmente”, explica a psicóloga.

Mas quando a oscilação de humor se torna tão grave a ponto de paralisar a mulher, impedindo-a de seguir sua rotina, causando isolamento social, é preciso procurar ajuda especializada.

Além disso, também são sintomas as crises de choro excessivas, a duração prolongada da tristeza, a dificuldade em criar laços com o bebê ou o contrário: a superproteção.

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A especialista destaca que existem alguns fatores de risco, como quadro depressivo anterior, gravidez não planejada ou na adolescência, mulheres com menor poder aquisitivo e suporte social.

Vítimas de violência doméstica e com histórico de relacionamentos disfuncionais também fazem parte do grupo de risco.

Rede de apoio

Talita Moschini destaca que “a mulher precisa ser cuidada tanto quanto o bebê”. Por isso, uma rede de apoio é importante antes e depois do nascimento da criança.

Para a psicóloga, embora se tenha divulgação em massa sobre a possibilidade de depressão perinatal e pós-parto, ainda há muita desinformação.

Em casos gerais, a mulher sente vergonha de relatar os quadros de tristeza após a chegada do bebê, com medo de julgamentos sociais.

“É muito importante, como parte do tratamento para a mulher nesses quadros, além de medicação, que o psiquiatra vai passar e o trabalho da psicoterapia, a rede de apoio. A mulher precisa ser cuidada tanto quanto o bebê. O comum é as pessoas se voltarem para o bebê e a mulher ficar desamparada”, afirma.

(Foto: FreePik)

Conforme a especialista, hoje é mais fácil montar uma rede de apoio, seja familiar, entre amigos ou grupos à distância. Ela lembra ainda que uma área da Psicologia (a perinatal) já está preparada para auxiliar as mulheres nesse período.

Bate papo

Em Cuiabá, o Núcleo Viver Bem, da Unimed, promove o encontro Papo de Mãe nesse sábado (11). Com inscrições gratuitas, o programa é uma roda de conversa, mediada por uma psicóloga, na qual a mamães debatem os aspectos emocionais da gravidez.

A conversa desse encontro fala sobre o puerpério, período que vem logo após o nascimento do bebê. Marcado por mudanças físicas e psicológicas, o período pode contribuir com a insegurança das mães. Por isso, o grupo funciona como uma rede de apoio.

O encontro é às 9h, na Sala Empatia, no 1º andar do Espaço Cuidar, localizado no prédio da Unimed. As inscrições devem ser feitas clicando aqui.

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