DEM terá candidatura própria, mas não rompe com Taques

DEM ensaia disputar o governo com Mauro Mendes ou Jayme Campos

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O presidente do DEM em Mato Grosso, o deputado federal Fábio Garcia, rejeita formar uma aliança que não tenha coerência nos projetos para o Estado. O parlamentar defende que a coligação não tenha como único objetivo ganhar a eleição.

“A união na política não pode ser feita somente mirando ganhar a eleição. Tem que ter um projeto em comum que sustente a aliança. Estamos construindo pilares de um projeto para Mato Grosso”, disse ele, ao LIVRE.

A prioridade do DEM é lançar candidatura própria, conforme decisão tomada em reunião da executiva na segunda-feira (7). Os principais nomes para isso são do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes e do ex-senador Jayme Campos. Apesar da decisão, o partido não rompeu oficialmente com o governador Pedro Taques (PSDB), nem assumiu a postura de dissidente.

Segundo o dirigente, se decidir não lançar candidato ao governo estadual, a executiva do DEM deve se reunir e discutir com quais siglas e pré-candidatos vai abrir diálogo. Questionado sobre uma possível união de todos os opositores contra Taques, ele se esquivou – mas não descartou. Não descartou, também, continuar no arco de alianças do governador.

Além de Taques, o senador Wellington Fagundes (PR) se lançou como pré-candidato a governador pela oposição. O grupo de ex-aliados do governo trabalha com o nome do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PDT).

Duas alas se destacam na cúpula do DEM: os que querem a candidatura própria e os que defendem a manutenção da aliança com Pedro. O presidente descartou a possibilidade de a divergência de posições levar a uma crise no partido. “Não vejo risco de racha”, disse.

Oposição rachada

O discurso de Fabio Garcia contrário a uma coalizão encontra ressonância em outros dissidentes, como Pivetta. “Não vamos vender a alma para unificar todo mundo. Se todos tiverem sensibilidade e humildade para construir um projeto para servir o Estado, estaremos todos juntos. Se for para ganhar uma fatia do Estado, não vamos avançar”, disse o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde ao LIVRE, em entrevista recente.

Entre as bandeiras levantadas por Garcia para compor o projeto do DEM para as eleições estão uma reforma administrativa com enxugamento da máquina pública, uma reforma tributária que simplifique a legislação do ICMS, e uma boa gestão que “aproveite ao máximo cada centavo” que entrar no caixa do Estado.

“Na nossa visão, Mato Grosso não teve crise. O agro, que é o motor da nossa economia, não sofreu. A receita bruta do Estado não parou de subir”, citou o deputado.

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