Cuiabá registra 30 ocorrências de queimadas em um só dia

Bombeiros têm mais de 1,3 mil militares atuando e, em alguns casos, ainda é necessário convocar os que estão de folga

(Foto: Ednilson Aguiar/o LIVRE)

No dia em que bombeiros e brigadistas lutavam contra um dos maiores incêndios em área urbana que Cuiabá registrou nas últimas semanas, pelo menos outras 30 ocorrências relacionadas ao fogo foram registradas na Capital.

Os dados são da quarta-feira (12) e foram divulgado pelo Corpo de Bombeiros.

A baixa umidade do ar, a estiagem e as altas temperaturas – aliadas à falta de consciência da população – são os fatores que favorecem a propagação das chamas.

Entre a segunda semana de julho e o início de agosto, a Defesa Civil de Cuiabá já registrou mais de 50 ocorrências de queimadas urbanas. As infrações geraram quase R$ 2 milhões em multas.

Por causa da situação, a Prefeitura estuda decretar situação de emergência.

Uma situação que se repete ano a ano e para a qual o Corpo de Bombeiros se estrutura  com enfoque especial para não deixar áreas descobertas. São 1.346 militares distribuídos para atender as áreas mais afetadas.

“Temos ferramentas para aumentar os recursos e atender a ocorrência, de acordo com a magnitude dela. O número do efetivo da frota, por exemplo, é revista e aumentado, se necessário “, afirma a tenente-coronel Sheila Sebalhos Santana.

LEIA TAMBÉM

É o que acontece nas ocorrências consideradas de “grande vulto” e que, por isso, necessitam de reforço.

No dia analisado, o incêndio nas margens da Estrada da Guia (MT-010) foi um exemplo.  Cerca de 800 hectares de vegetação foram queimados.

(Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

No combate às chamas foram usados 60 mil litros de água e foram necessárias 11 viaturas, 46 bombeiros e brigadistas e o apoio de um helicóptero.

Em ocorrências como essa, segundo o Corpo de Bombeiros, um plano de chamada de emergência é acionado. O efetivo no local é aumentado e até militares de folga são convocados.

Uma programação que poderia não ser necessária se os proprietários de terrenos vazios  nas cidades fizessem sua parte.

“É claro que, se os proprietários não se preparem, não limparem os terrenos de forma antecipada, os números vão sempre crescer e dificultar o nosso trabalho”, diz a tenente.

Queimadas e a Justiça

Em áreas rurais, utilizar fogo para limpeza e manejo de pasto sem autorização ou dentro do período proibitivo é crime. Quem for condenado pode pegar de seis meses a quatro anos de prisão.

Já as multas podem variar entre R$ 1 mil e R$ 7,5 mil (pastagem e agricultura) por hectare.

(Foto: Secom-MT/Divulgação)

Em Mato Grosso, a proibição – que geralmente começa em agosto -, neste ano, começou mais cedo. Em julho, o governo do Estado decidiu pela antecipação diante do fato de os problemas respiratórios causados pela fumaça serem muito semelhantes aos provocados pelo novo coronavírus.

O período proibitivo segue até setembro.

Já nas áreas urbanas, o uso do fogo para limpeza do quintal é crime o ano inteiro.

Esse tipo de queimada deve ser denunciada à prefeitura da cidade de ocorrência, nas secretarias municipais de meio ambiente ou defesa civil municipal.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorR$ 185 milhões pelo HU
Próximo artigoMotociclista é preso por retirar sua moto de cima de guincho da Semob