Queimadas e estiagem: Prefeitura de Cuiabá pode decretar situação de emergência

Até agora, agosto já teve metade da quantidade de focos de incêndio registrados nos últimos sete meses

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) estuda decretar situação de emergência em Cuiabá por causa das queimadas e do tempo seco. Somente em agosto, a Defesa Civil Municipal registrou 25 focos de queimadas urbanas na Capital, metade do que foi registrado nos outros sete meses de 2020. 

Conforme a prefeitura, a instalação da situação emergencial facilita a compra de equipamentos e o aumento de pessoal na Defesa Civil, órgão responsável pela administração de ocorrências de incêndios. 

Nesta quinta-feira (13), a cidade voltou a amanhecer encoberta de fumaça, apenas duas semanas após primeiro fenômeno, decorrente de queimadas no Pantanal. 

Desta vez, a origem da fumaça é um incêndio na Estrada da Guia. Dezenas de bombeiros passaram a quarta-feira (12) tentando controlar o incêndio, que nesta madrugada, quase invadiu um condomínio residencial. 

Estiagem mais cedo  

Conforme a Defesa Civil, o período de estiagem começou mais cedo neste ano e a menor quantidade de água no ar tem facilitado a propagação das queimadas. 

Não chove em Cuiabá há cerca de 75 dias e a situação pode piorar porque, historicamente, a estiagem é mais forte no início de setembro.

Contudo, o diretor da Defesa Civil, José Pedro Ferraz Zanetti, disse que a falta de consciência das pessoas que ateiam fogo em terrenos ou áreas de vegetação é o principal fator do problema. 

Desde o início do período proibitivo para o uso de fogo, a Defesa Civil de Cuiabá já atendeu a mais de 50 ocorrências de queimadas urbanas, o que resultou em autos de infração que chegam a quase R$ 2 milhões.  

De acordo com o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), de julho para cá, foram registradas mais de 1.550 chamadas de queimadas urbanas na Capital. 

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