Covid-19: secretário nega “importação” de pacientes de outros Estados

Gilberto Figueiredo diz que entradas pontuais de pessoas infectadas são de contágio não identificado oficialmente

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo negou nesta sexta-feira (8) que estejam ocorrendo entradas de pacientes da covid-19 vindos de outros Estados em hospitais mato-grossenses.  

A hipótese de casos pontuais de “importação” estaria relacionada a episódios de contágio assintomático, ou seja, de pessoas que chegaram a Mato Grosso sem o diagnóstico da doença e podem ter sido atendidas, mais tarde, na rede de saúde estadual. 

“Não existe importação de pacientes. Não estamos recebendo oficialmente pacientes que estavam em tratamento outros Estados e, agora, estão se tratando aqui. Mas nós temos fronteiras com outros Estados e países, então, provavelmente, existe esse fluxo”, ele disse. 

Conforme o secretário, as regras de saúde estabelecidas no Brasil impedem que pacientes oficiais da covid-19 saiam de uma localidade para outra. Se houver flagrante sanitário, a pessoa fica sujeita até a prisão. 

Contudo, ao mesmo tempo, não há impedimento para pessoas sem o diagnóstico da doença de fazer traslados. E nesse grupo podem estar inclusos contágios não identificados. 

“Se o cidadão sai de Mato Grosso para outro Estado e lá é diagnosticado com a covid-19, ele será atendido lá. Um cidadão que esteja com diagnóstico positivo, tem que, por lei legal, estar em isolamento, quarentena”, complementou. 

Além das divisas em comum os Estados de Pará, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso do Sul Tocantins e Goiás, Mato Grosso tem uma larga fronteira com a Bolívia.

Ainda conforme o secretário Gilberto Figueiredo, a pactuação da rede de atendimento entre Estados e municípios pode se estender para além da divisão política. É o caso de Peixoto de Azevedo (698 km de Cuiabá), que atende pacientes de municípios paraenses na divisa.

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