Cortar o bigode dos cavalos: entenda porque federação proíbe

Decisão foi recebida de forma positiva por cientistas e amantes de equinos

Foto: Pixabay

A Fédération Equestre Internationale (FEI), instituição que dirige as associações de esportes equestres, proibiu a remoção dos pelos sensoriais dos equinos a partir de julho de 2021.

A iniciativa foi muito bem recebida pelos pesquisadores, representantes da federação equestre, e pelos amantes dos equinos.

Foto: Isabella Suzuki / O Livre

As vibrissas de um cavalo são instrumentos sensoriais. Os pelos longos ao redor do focinho têm um rico suprimento nervoso. O cavalo usa o “bigode” para julgar a textura e a distância das coisas, isso lhe permite explorar e identificar o que está sob o seu nariz.

Sem esta ferramenta sensorial ele está mais propenso a colidir em objetos e ferir seus olhos e rosto por acidente.

Foto: Isabella Suzuki / O Livre

Participante da Sociedade Hípica Cuiabana, o instrutor Marlus Pessoa, 25 anos, disse que sempre foi a favor da proibição do corte.

“Eu nunca gostei de fazer isso nos cavalos, o que nós temos que nos preocupar é com o bem estar dos nossos animais. Pra nós pode ser uma coisa simples, apenas bigodes, mas para eles é muito importante devido a posição de seus olhos, não conseguem enxergar o que tem sobre a boca”, afirmou o instrutor.

“Para nós que gostamos do mundo dos equestres é um ponto positivo essa nova decisão, pois mostra que a sociedade equestre tem se preocupado com o bem estar do animal, eu só vejo vantagem”, completou Marlus, que é apaixonado pelo universo dos equestres.

Marlus Pessoa

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