Como fazer uma reserva de emergência?

De acordo com pesquisa recente realizada pela Anbima, 62% dos brasileiros chegaram ao ano de 2020 sem uma reserva de emergência. Esse é um dado bastante preocupante diante da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

Ter uma economia de dinheiro, na maioria das vezes, representa a proteção que garante a qualquer pessoa tranquilidade em relação ao futuro financeiro. Por outro lado, também pode ser o primeiro passo para entrar no universo dos investimentos.

O que é a reserva de emergência

A vida pode trazer imprevistos para qualquer um. Quem poderia imaginar que um vírus com origem do outro lado do mundo afetaria a economia global como ocorreu com a Covid-19? Em consequência disso, empresas do mundo inteiro paralisaram suas atividades ocasionando milhares de desempregos.

Esse é só um exemplo de que não é possível estar 100% no controle das coisas. Eventualidades fazem parte da vida, por isso é melhor prevenir do que remediar.

Em relação à vida financeira, existem meios para se precaver. Talvez o principal deles seja a formação da chamada reserva de emergência. Com ela, quando uma pessoa perde a ocupação profissional de uma hora para a outra, não precisa ficar completamente sem rumo.

Tecnicamente, essa reserva precisa corresponder a um período de 6 a 12 vezes o salário que a pessoa ganha, pois, no caso de desemprego, poderá fazer uso desses recursos e garantir qualidade de vida por, ao menos 6 meses, enquanto se recoloca no mercado de trabalho.

Importância de ter uma reserva

Na prática, a reserva funciona como um importante colchão financeiro para passar longe da necessidade de tomar atitudes extremas diante de problemas repentinos.

A ideia é que a pessoa não precise depender de soluções como empréstimos bancários ou tenha que lidar com transtornos emocionais maiores.

Isso vale para a realidade empresarial também. Basta reparar quantas empresas tiveram que fechar as portas por conta de uma paralisação que não chegou a quatro meses, em virtude da quarentena.

De alguma maneira, essa consequência reflete falhas de planejamento financeiro, que pesaram diante de uma eventualidade.

Poupança x rendimento

Outro dado chama a atenção na pesquisa da Anbima: 84,2% de quem investe, optam pela Caderneta de Poupança, um tipo aplicação de renda fixa bastante tradicional, mas com baixíssimo potencial em termos de rentabilidade.

Comparando esta opção com outras presentes no mercado de investimentos, é possível identificar que a única vantagem da Caderneta é a liquidez imediata. Ou seja, o investidor pode retirar seu dinheiro a qualquer momento.

Entretanto, esse é um diferencial praticamente irrelevante porque as demais soluções têm liquidez diária, permitindo o resgate em, no máximo, um dia útil.

Fora isso, a Poupança é protegida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até 250 mil Reais por investidor, enquanto soluções como o Tesouro Direto protegem 100% do dinheiro investido.

Mas o grande problema da Poupança está mesmo na rentabilidade. Desde 2012, seu rendimento está atrelado à taxa Selic de maneira a sempre render menos do que o Tesouro Selic e outros ativos de perfil conservador.

Com o passar dos anos, a tendência é que o dinheiro investido na Poupança perca seu poder de compra devido à inflação. Essa desvalorização é o que faz com que muitos se refiram à Poupança como uma forma de perder dinheiro em longo prazo.

Outras opções para poupar

Para quem quer começar a poupar, é importante saber que existem opções muito acessíveis no mercado de investimentos. E o mais interessante: elas rendem significativamente acima da Poupança, apresentando também outros atrativos, como maior segurança.

Entre essas alternativas está o Tesouro Selic, modalidade de investimento em renda fixa oferecida pelo Tesouro Direto, com liquidez diária e bastante segurança por contar com a proteção do governo brasileiro.

Ainda existem os Certificados de Depósitos Bancários (CDB), que são títulos privados garantidos pelo FGC, com excelentes opções de retorno e que podem apresentar liquidez diária.

Ambas são alternativas válidas principalmente em termos de praticidade. Para começar a investir nelas, basta abrir uma conta em uma corretora de valores sem precisar sair de casa, usando a plataforma de investimentos.

 

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