Casos de estelionato aumentam 58% em MT e a culpa pode ser da quarentena

O aumento das compras online e, consequentemente, de dados circulando pela internet e a principal suspeita da Secretaria de Segurança de MT

(Foto: Pixabay)

Em Mato Grosso, os casos de estelionato aumentaram 58% entre janeiro e outubro de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. E a mudança de hábitos provocada pelo isolamento social tem influência direta sobre esse número: 36,6% dos registros foram de golpes pelo uso indevido de dados pessoais.

As principais situações, segundo o levantamento do Observatório de Segurança da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), foram de golpes para roubar  Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), auxílio emergencial ou transações bancárias de terceiros.

E a suspeita número um é que muita gente tenha se descuidado na hora de fazer compra online. 

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Em Cuiabá, o estelionato gerou 3.234 registros entre janeiro e outubro de 2020. Em comparação com o mesmo período de 2019, quando houve 2.390 ocorrências, o aumento é de 35%.

A crescente demanda gerada por estes crimes foi responsável pela criação de uma delegacia especializada, que deve ser instalada no próximo ano.

A Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes já foi criada por lei e agora depende de estruturação, segundo o delegado regional de Cuiabá, Rodrigo Bastos da Silva.

Atualmente, os crimes de estelionato são investigados pela 2ª Delegacia do Planalto, na Capital. Os investigadores ainda contam com o apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Gerência de Perícias de Computação (GPC).

Os golpes mais comuns

Depois do roubo de FGTS, auxílio emergencial e de dinheiro por meio de transações bancárias, o crime mais comum quando se fala em estelionato é a clonagem de WhatsApp. Pouco mais de 20% dos registros são de casos assim.

Em seguida aparecem:

  • boleto falso – 12,4% dos casos
  • golpes por redes sociais (Facebook, Instagram) – 9,3%
  • golpes por sites de comércio eletrônico – 7,3%
  • venda simulada/produto não entregue – 3,2%
  • golpes pessoais, cobrança indevida – 2,9%
  • cartão clonado – 2,7%
  • golpe por contato telefônico/WhatsApp – 1,9%
  • cheque falso/adulterado – 1,1%
  • site falso – 0,9%
  • golpe do falso sequestro – 0,1%
  • depósito com envelope vazio – 0,1%

Como evitar?

No caso de compra online, opte por sites confiáveis e com certificado de segurança. Os bancos também oferecem algumas medidas, como cartão virtual, que só pode ser utilizado na internet.

Não acredite em qualquer conversa de estranhos, desconfie de preços abaixo do custo de mercado, procure saber a idoneidade de quem está vendendo e, em caso de dúvidas, consulte alguém de confiança antes de transferir qualquer valor.

No caso de aplicativos como WhatsApp e Instagram, que costumam ser clonados, é importante adotar a autenticação de dois fatores ou de duas etapas. É um procedimento simples que, se ativado, exigirá, além do código de ativação, mais uma senha para acesso da rede social em outro aparelho ou na web.

Caso o número seja clonado, o fato deve ser formalizado ao administrador do aplicativo para que o número seja bloqueado imediatamente e é fundamental informar seus contatos por outros meios de comunicação.

Caso você receba mensagem solicitando transferência de valor em dinheiro, ligue para a pessoa e cheque antes de transferir qualquer valor.

Mais orientações estão disponíveis nesta cartilha.

(Com Assessoria)

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