Bolsonaro diz que não vai cooptar senadores para impeachment de ministro

Presidente afirmou que vai protocolar esta semana o pedido para perda dos cargos de Alexandre de Moraes e Luiz Barroso

(Foto: Agencia Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro mostrou trégua com o Poder Judiciário sobre os pedidos de impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Luiz Roberto Barroso. Ele disse nesta terça-feira (17) que vai protocolar esta semana a solicitação no Senado, mas não vai “cooptar” senadores para aprovação. 

“Eu vou entrar com o pedido de impedimento no Senado. O que o Senado vai fazer? Está com o Senado agora, é independência. Não vou cooptar senadores, oferecendo alguma coisa pra eles para votar. Eu não vou fazer como ministro Barroso fez, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral): ir pra dentro do parlamento, reunir com as lideranças partidárias e, no dia seguinte, as lideranças votarem contrário à PEC do Voto Impresso”, disse ele entrevista à rádio Capital FM. 

Embate do voto impresso

O embate do presidente com o Judiciário ganhou força nas últimas semanas, com o andamento na Câmara Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para a implantação do voto impresso no país para as eleições de 2022. 

Bolsonaro diz que ministros do Judiciário pressionaram parlamentares com investigações  no Supremo para que rejeitassem a PEC. Ele ainda voltou a afirmar que o sistema de urna eletrônica precisa ter mecanismo de auditoria. 

O presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), colocou o texto em votação em plenário há duas semanas, mesmo após a rejeição por uma comissão especial que debate a reforma eleitoral para o ano que vem. 

Um dia antes da PEC entrar em pauta, Bolsonaro abriu espaço para um desfile militar em Brasília, o que foi interpretado como confronto de forças com o Congresso. A PEC teve a maioria dos votos, mas não alcançou os 303 necessários para ir à segunda votação. 

Hoje, Bolsonaro afirmou que a situação dos ministros está “na boca do povo” e não seria apenas uma investida política dele. “Quem disser que eu critico todos os ministros está mentindo, não tem como provar. Eu faço críticas pontuais ao Alexandre [de Moraes] e ao [Luiz Roberto] Barroso, que estão abusando do poder”, disse. 

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