Até R$ 200 mil: saiba o que tem numa UTI aérea e por que custa tão caro

O serviço é de alto padrão e está disponíveis para quem pode pagar caro para salvar a vida. E não, não são poucas pessoas

(Foto: Sete Táxi Aéreo)

A pandemia do novo coronavírus aumentou a demanda pelo transporte em Unidades de terapia Intensiva (UTI) aéreas. O serviço de alto padrão tem preço custo elevado. Uma viagem – dependendo do destino e outras variáveis – pode custar entre R$ 15 mil a R$ 200 mil.

Achou caro? Poisa saiba que Elias Elijah, gestor de relacionamento da Sete Táxi Aéreo – empresa instalada em Goiás – disse ao LIVRE que já realizou mais de 70 voos durante a pandemia só com pacientes mato-grossenses, a maioria deles com covid-19.

(Foto: Sete Táxi Aéreo)

À reportagem do LIVRE ele explicou porque o serviço custa tanto.

“É comum ao olhar o valor de um voo aeromédico, mesmo que seja de 1h30, e ter a sensação de que custa caro. No entanto, antes de realizar aquele voo existe todo um planejamento e atividades incluindo dezenas de profissionais. Às vezes, é um voo de 1h30 e mobiliza: coordenadores de voo, enfermeiro, médico, aeronave, tripulação e outros profissionais, basicamente, o dia inteiro”, ele argumenta.

Elias explica que uma série de variáveis implicam no preço de uma UTI aérea: localização da aeronave; tipo de aeronave; origem do voo – o que faz com que o avião tenha que se deslocar antes mesmo da viagem começar – e a tripulação, que inclui um piloto, um co-piloto, um médico e um enfermeiro.

“Outro ponto impactante são os altos custos dos equipamentos de proteção individual, sem citar que cada voo pode levar dois acompanhantes. Existem voos que, somente o custo dos equipamentos de proteção individual já ultrapassa R$ 1 mil”, pontua Elias.

Elias contou ainda que, geralmente, os pacientes transportados por UTI Aérea estão estabilizados, isso significa, que não são pessoas em direção a um primeiro atendimento de emergência. A maioria já está recebendo algum tipo de atenção especializada e, durante o translado, vai continuar recebendo os mesmos cuidados.

Equipamentos de última geração

Uma das peculiaridades da UTI Aérea é a qualidade dos equipamentos. Segundo Elias, eles chegam a ser “superiores” aos de muitos hospitais. Além disso é preciso haver segurança com as fontes de energia para que seja possível realizar várias horas de voo sem que ocorra o risco dos equipamentos se desligarem.

Dentre os equipamentos que compõem a UTI aérea está o tão importante ventilador mecânico – essencial para os pacientes com covid –, monitor de sinais vitais, desfribilador, misturador de ar e kit de medicamentos.

(Foto: Sete Táxi Aéreo)

E a empresa em que Elias Elijah trabalha possui dois tipos de serviços: UTI aérea adulta e UTI aérea neonatal. Estruturas que estão instaladas em dois tipos de aeronaves diferentes:

  • LEARJET 35 A – comporta 350 kg e viaja a 850 km/h
  • MITSUBISHI MU2B – comporta 652 kg e viaja a 547 km/h

“O serviço de aeromédico e UTI aérea sempre foi vital. E, no momento, ele está sendo  utilizado pelas mais diversas classes da sociedade. Na prática, a importância não é  o transporte em si, mas sim a estrutura de equipamentos, profissionais e processos que busca aumentar significativamente as possibilidade do paciente chegar estável ao destino”, ele sustenta.

“Garantir a vida no trajeto, aumentar as possibilidades de recuperação e gerar conforto físico e emocional, com o acompanhamento da equipe médica e dos familiares, são alguns dos pilares fundamentais desse serviço”, pontua.

Serviço

Ficou interessado? Para mais informações sobre a Sete Táxi Aéreo você pode acessar o site https://setetaxiaereo.com.br/ ou entrar em contato pelo telefone 0800 602 70700.

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