Aliados de Emanuel Pinheiro “enterram” CPI para investigar prefeito

Ednilson Aguiar/O Livre

Lilo Pinheiro

Lilo Pinheiro, sobrinho de Emanuel e líder do governo municipal na Câmara: “Assim que tiver os autos da delação em mãos, o prefeito prestará esclarecimentos à Câmara e à sociedade” 

Aliados do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB) na Câmara Municipal “enterraram” a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o chefe do Executivo por quebra de decoro. Eram necessárias nove assinaturas para a instalação da comissão e apenas seis vereadores foram favoráveis à medida.

Emanuel foi flagrado em vídeo recebendo dinheiro de Sílvio Corrêa, então chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), quando exercia o mandato de deputado estadual. O conteúdo das imagens faz parte da delação premiada feita por Silval à Procuradoria Geral da República (PGR), homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

VEJA A COBERTURA COMPLETA DA DELAÇÃO

O presidente da Câmara, Justino Malheiros (PV), defendeu que a Câmara aguarde o julgamento do STF, com um possível afastamento do prefeito, para tomar qualquer medida.

Ednilson Aguiar/O Livre

Justino Malheiros, presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá

Presidente da Câmara Municipal, Justino Malheiros, durante a sessão desta terça-feira

Líder do governo na Câmara, o vereador Lilo Pinheiro (PRP) – que é sobrinho de Emanuel – considerou as imagens chocantes, mas argumentou que não não cabe ao legislativo municipal investigar fatos que dizem respeito ao legislativo estadual.

“Estamos nos atendo à legalidade jurídica da situação. Assim que tiver os autos da delação em mãos, o prefeito prestará esclarecimentos à Câmara e à sociedade”.

Batizada de “Paletó”, a CPI foi proposta pelo vereador Marcelo Bussiki (PSB), sob alegação de que houve prejuízo ao princípio da moralidade pois, ainda que os fatos tenham ocorrido fora do mandato, as gravações afetam a imagem da Câmara e da prefeitura de Cuiabá.

Além de Bussiki, foram favoráveis à criação da CPI os vereadores Felipe Wellaton (PV), Dilemário Alencar (PROS), Abílio Júnior (PSC), Gilberto Figueiredo (PSB), Sargento Joelson (PSC).

Manhã tumultuada

A sessão desta terça-feira (29) foi marcada por participação popular e um princípio de confusão. No saguão da Câmara, diversas pessoas se mobilizaram com cartazes e gritos de ordem pedindo a saída do prefeito. A Polícia Militar (PM) acompanhou o ato e impediu a entrada dos manifestantes no plenário. As cadeiras abertas ao público no andar superior do plenário foram ocupadas logo cedo por pessoas favoráveis à defesa de Emanuel – elas vibravam quando vereadores favoráveis ao prefeito pronunciavam seus discursos.

Do lado de fora, antes do início da sessão, houve um princípio de confusão. De um lado estavam manifestantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e pessoas ligadas ao governo do Estado, enquanto do outro estavam defensores do grupo do prefeito. A PM foi acionada e apartou a briga que se ensaiava.

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