Zumbis, maconha e religião: conheça a lista de conteúdos proibidos na Netflix pelo mundo

Porta dos Fundos já causou polêmica, não só no Brasil, e não só pelo motivo que você se lembra

Não é de hoje que a Netflix conquista a inimizade de governos, religiões ou grupos étnicos. A verdade é que as obras polêmicas da plataforma ajudam a alavancar a marca no mercado, por conta do foco de discussões.

Enquanto no Brasil alguns pedidos de censura foram negados, em outros países do mundo a Netflix não teve tanta sorte. E a própria empresa reconhece isso, em um relatório.

“Oferecemos aos criadores a capacidade de alcançar públicos-alvo em todo o mundo. Em alguns casos, também fomos forçados a remover títulos ou episódios específicos em países específicos, devido a demandas de remoção do governo”.

De longe, o país mais restritivo à Netflix nos últimos cinco anos foi Cingapura. Por lá, cinco projetos foram proibidos na plataforma de streaming.

Confira a lista das mais polêmicas obras dos últimos anos.

2020: Especial de Natal: Se Beber, Não Ceie

Um especial original Netflix produzido pelo grupo brasileiro Porta dos Fundos. Nele, os discípulos de Jesus acordam depois de uma “festa” da Última Ceia.

Ele foi removido em Cingapura, após uma demanda por escrito da Autoridade de Desenvolvimento de Mídia de Infocomm de Singapura (IMDA).

2019: Patriot Act with Hasan Minhaj

Um episódio foi removido na Arábia Saudita, após uma demanda por escrito da Comissão Saudita de Comunicação e Tecnologia da Informação.

Trata-se de um talk show de comédia americano. Ele estreou em outubro de 2018 e, segundo algumas descrições, visa “explorar a paisagem cultural e política moderna com profundidade e sinceridade”.

Em resumo, o programa faz muitas sátiras políticas.

2019: A Última Tentação de Cristo

É um filme norte-americano de 1988. Dirigido por Martin Scorsese e com roteiro de Paul Schrader, foi baseado em um romance que tem o mesmo nome e foi escrito por Níkos Kazantzákis, publicado em 1951.

Como no livro, o filme retrata a vida de Jesus Cristo e a sua suposta luta contra várias formas de tentação, incluindo medo, dúvida, depressão, relutância e luxúria.

Na Netflix, ele foi proibido em Cingapura, também por uma demanda por escrito da IMDA.

2018: Cooking on High, The Legend of 420 e Disjointed

Neste ano, o governo de Cingapura conseguiu banir três conteúdos de uma só vez. Todos eles pelo mesmo motivo: a maconha.

Cooking on High é um programa americano de competição que estreou na plataforma de streaming em junho de 2018. A premissa do programa é centrada em alimentos, mas um tanto diferentes: eles contêm maconha como ingrediente.

Pelo mesmo motivo, o documentário – novamente uma produção americana – The Legend of 420 também saiu do ar no país. Ele explora a tendência crescente da descriminalização da maconha nos Estados Unidos e seu uso na medicina, na arte, na gastronomia e muito mais.

Disjointed era uma série que estreou em agosto de 2017 e em fevereiro de 2018 teve seu fim anunciado no mundo todo. A única temporada, no entanto, foi banida de Cingapura mesmo assim.

A produção conta a história de Ruth Whitefeather Feldman, personagem de Kathy Bates, uma mulher que – depois de lutar judicialmente pela legalidade da maconha durante anos – resolve contatar, para lhe ajudar manipular a droga, seu próprio filho e uma equipe de vendedores legais da erva para fins medicinais.

2017: Nascido Para Matar

O filme de 1987 trata da guerra do Vietnã e foi banido neste país a pedido da Autoridade Vietnamita de Transmissão e Informações Eletrônicas (ABEI).

Dirigido por Stanley Kubrick, o filme está na lista dos grandes filmes sobre essa batalha, junto de Platoon e Apocalypse Now. É considerado também um dos melhores da década de 1980.

Para alguns críticos, pode ser interpretado como tendo uma posição anti-guerra.

2017: Noite dos Mortos-Vivos

Este é um filme de 1968, ainda em preto e branco, e dirigido por George Romero. Nele, os dois protagonistas vivem uma história sobre a reanimação misteriosa de indivíduos recentemente mortos. Embora não seja o primeiro, é considerado o precursor do gênero de filmes de zumbis no mundo.

Entre as curiosidades sobre ele, está o fato de George Romero tê-lo produzido com um orçamento de US$ 114 mil e, após uma década de relançamentos, ter faturado cerca de US$ 12 milhões só nos Estados Unidos e mais US$ 30 milhões internacionalmente.

Mas o filme dividiu opiniões. Em seu lançamento, em 1968, foi fortemente criticado por seu conteúdo explícito. Já em 1999, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos o registrou em seu Registro Nacional de Filmes como uma obra “historicamente, culturalmente ou esteticamente importante”.

Na Netflix ele acabou banido em território alemão. O pedido no país partiu da Comissão Alemã de Proteção à Juventude (KJM).

2015: The Bridge

Este é um documentário sobre tentativas de suicídio na Ponte Golden Gate, de São Francisco. Foi classificado como “censurável” na Nova Zelândia e removido da plataforma de streaming no país após uma solicitação do Corpo de Rotulagem de Vídeo da Nova Zelândia.

Todas essas obras listadas estão disponíveis na versão brasileira da Netflix.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorPacientes têm sintomas similares aos do coronavírus e são monitorados
Próximo artigoMato-grossenses vivem com R$ 37 a menos que o restante dos brasileiros

O LIVRE ADS