Mato-grossenses vivem com R$ 37 a menos que o restante dos brasileiros

Dados são do IBGE, sobre a renda per capita das famílias. No Centro Oeste, MT só está à frente de Goiás

(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Os mato-grossenses vivem, em média, com menos dinheiro que o restante dos brasileiros. A diferença é de aproximadamente R$ 37.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28), a renda familiar per capita em Mato Grosso, no ano passado, foi de pouco mais de R$ 1.402. Enquanto isso, no restante o país, a média foi de R$ 1.439.

O rendimento domiciliar per capita é a divisão de tudo que uma família ganha pelo total de membros que ela possui morando em uma mesma casa.

Na região Centro-Oeste, Mato Grosso ficou bem atrás do Distrito Federal, que teve a maior renda do país – R$ 2.685,76 – e também de Mato Grosso do Sul, onde a média de ganhos por pessoa de uma mesma família foi de aproximadamente R$ 1.514.

O Estado só passou na frente de Goiás, onde o valor registrado pelo IBGE foi de R$ 1.306,31.

No Brasil, 12 Estados tiveram renda domiciliar per capita menor que o salário vigente à época.

O Maranhão foi o último colocado no ranking, com uma média de R$ 635,59 por pessoa. Mato Grosso aparece na nona colocação.

(Foto: jcomp – br.freepik.com)

Má distribuição de renda

Para o economista Vitor Galesso, o número aponta a desigualdade na distribuição de renda em Mato Grosso.

“O dado da renda domiciliar per capita é um item enviesado e não tem uma reposta muito precisa. Não quer dizer que todas as pessoas tenham essa renda, o que leva a pensar na má distribuição”, ele destaca.

Algumas regiões produtoras no Estado, como Sorriso (420 km de Cuiabá) e Sapezal (473 km da capital), são citadas como exemplo.

“Existem famílias que têm a renda muito elevada e uma outra camada da população com a renda muito baixa ou nenhuma”, explica.

Os números do levantamento são usados como critério para o rateio dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE), um recurso recolhido pelo governo federal e repassado para os governos estaduais.

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