Universitários viram microempreendedores para driblar a crise

As alternativas foram pensadas para manter a renda e o pagamento do curso, dada a crise gerada pelo isolamento social

(Foto: Reprodução)

Se desdobrar para para apreender o que é ensinado ao longo do curso é só parte da jornada de muitos universitários no país. Para alguns é preciso também se virar para pagar a mensalidade e as outras contas da casa. E em meio à crise econômica causada pelo coronavírus, parte deles viu a alternativa de investir no próprio negócio.

Essa é a realidade de Rúbia Medeiros Diniz, estudante do 7º semestre de Direito em uma instituição particular, em Cuiabá.

Antes da pandemia, para se manter e pagar o curso, ela já vendia cremosinho na própria faculdade. A suspensão das aulas presenciais a impediu de continuar com o negócio.

“Fiquei de mãos atadas”, ela contou, revelando que, por um período, apenas a nora e o filho – que moram com ela – traziam dinheiro para dentro de casa.

Foi então que a ideia surgiu. Para se manter, ela iniciou um delivery de cachorro quente. 

 

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A entrega dos produtos acontece durante a noite. Algumas vezes, o horário se choca com o das aulas – que passaram a ser a distância desde que o isolamento social foi decretado. Mas isso não é um empecilho para a microempreendedora.

Em menos de um mês, os lanches têm feito sucesso. Segundo Rúbia, eles são vendidos a R$ 7 (simples), R$ 9 (duplo), R$ 10 (especial) e R$ 12 (especial da casa).

O lema do negócio é “vamos te conquistar pelo estômago”. E parece que tem dado certo. De acordo com a universitária, no próximo mês, algumas das contas em atraso já vão ser quitadas.

O sucesso das vendas é motivo de alívio. Isso porque Rúbia não quer ter que abandonar o curso tão próxima da formatura. “Como falta tão pouco para concluir o curso, seria um sonho deixado para trás”.

Do salgado para o doce

Letícia Passos também é estudante do 7º semestre de Direito e tem uma situação parecida. Ela vendia quitutes e comida caseira na porta de casa para complementar a renda e pagar a faculdade. As mensalidades chegam perto dos R$ 1 mil.

Hoje, os quitutes foram trocados pelos bolos e doces feitos com a ajuda da mãe, que é confeiteira.

 

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Estagiária do Fórum de Cuiabá, ela se desdobra entre as atividades do curso e os preparos dos produtos. A ideia, agora, é atrair os clientes na internet e investir nas redes sociais.

“Estou usando muito as redes sociais ao meu favor. É tudo muito novo, ainda estou aprendendo a lidar, mas é a minha aposta”, conta.

Os doces e bolos variam de preço. Cem doces de Nutella/brigadeiro de churros custam R$ 80. A mesma quantidade de brigadeiro comum ou beijinho sai por R$ 60. Já os bolos variam de R$ 12 a R$ 25 (bolo caseiro) e R$ 40 a R$ 45 (bolo de festa).

De olho na próxima data comemorativa, Letícia também já prepara kits especiais para o Dia dos Namorados.

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