Turismo: 80% dos brasileiros não viajaram no fim de 2019

Pesquisa do IBGE mostra que o setor já vinha mal desde antes da pandemia do novo coronavírus

Imagem ilustrativa (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Um dos setores mais duramente afetados pela pandemia do novo coronavírus, o turismo já não vinha bem das pernas desde o final do ano passado. Quase 80% das famílias brasileiras não fez viagens no último trimestre de 2019. A metade delas (49%) alegou que o motivo foi a falta de dinheiro.

E entre os que viajaram, 86% fizeram isso por motivos pessoais, o que significou, na maior parte das vezes (36% e 31%), que foram visitar parentes e amigos. E desse total de pessoas, de novo, mais da metade (52%) preferiu se hospedar na casa de que foram ver, ao invés de pagar um hotel.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad 2019), divulgada nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ela também aponta que 96% das viagens ocorreram em território nacional, ou seja, só cerca de 4% dos brasileiros foi para o exterior nos últimos três meses do ano passado.

Lazer para quem tem mais renda

As viagens a lazer ficaram concentradas com as famílias que têm maior rendimento mensal. Cerca de 55% delas afirmaram receber mais de quatro salários mínimos per capita, em outras palavras, tinham uma renda superior a R$ 4 mil por pessoa.

Os tipos de lazer mais escolhidos foram sol e praia (34,3%), cultura (27,2%) e natureza, ecoturismo ou aventura (25,6%).

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A cultura ficou com as famílias de maior renda. Do total de entrevistados que disse viajar por esse motivo, 34% respondeu que ganhava mais que quatro salários mínimos por pessoa.

Já a praia parece ser um destino mais acessível. Dos que escolheram o litoral, quase 40% respondeu que a renda por pessoa poderia ser entre meio e um salário mínimo. Outros 37% afirmaram que a renda não passava de quatro salários por pessoa.

Transporte terrestre

Quem viajou por motivos pessoais – ou seja, ver parentes e amigos – foi, na maior parte das vezes (47%), com o carro próprio. Outros 17% optaram pelo ônibus.

E até entre os que fizeram viagens a trabalho o avião não foi a primeira opção para se locomover. O transporte aéreo ficou em segundo lugar, só 30% dos viajantes dessa categoria optaram por ele.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A Região Sudeste liderou quando o quesito foi a quantidade de viagens realizadas por moradores. Ela “enviou” 42% dos viajantes e recebeu 40% deles.

O Nordeste brasileiro ficou em segundo lugar, com 25% das pessoas que viajaram saindo de lá e 28% indo até lá.

Outro dado revelado pelo IBGE foi que mais da metade das viagens ocorreu dentro do próprio Estado.

(Com informações da Agência Brasil)

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