Tenente da Força Tática mata policial da inteligência ao confundi-lo com bandido

A equipe da Força Tática encontrou dois homens armados rendendo um terceiro e ordenou que soltassem a arma, acreditando ser um assalto

Foto: Assessoria/PMMT

Um policial militar da inteligência da 21ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), 36 anos, morreu na noite dessa quinta-feira (28) após ser atingido por um tiro de um 1º tenente da Força Tática, 26 anos, que confundiu uma abordagem que ele e um parceiro faziam, com um assalto.

Ricardo Ferreira de Azevedo chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

A ocorrência teve início por volta das 21h40, quando várias equipes do 1º Batalhão e da Rotam iniciaram um acompanhamento a suspeitos em quatro motocicletas, tentando fazer um cerco policial para rendê-los.

A Força Tática começou a apoiar a ação e uma das equipes foi a comandada pelo 1º tenente. Já na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, no Bairro Baú, em Cuiabá, uma equipe comandada pelo 1º tenente de 26 anos viu dois homens em uma Honda XRE 300, com arma na mão, apontando para outro homem, em posição de rendição.

Acreditando ser um assalto, os policiais resolveram intervir. Primeiro, o 1º tenente ordenou que o homem armado soltasse a arma.

Porém, temendo que a fala o fizesse atirar, ele resolveu que era necessário dar um tiro contra os então suspeitos e um foi atingido.

Só após ser atingido, os dois homens se identificaram como policiais militares da inteligência da 21ª CIPM.

Socorro imediato

Constatado que se tratavam de policiais e que um, Ricardo Ferreira de Azevedo, estava ferido, ele foi socorrido imediatamente e encaminhado de viatura até o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.

Ele recebeu atendimento médico, mas não resistiu ao ferimento e morreu na unidade hospitalar.

A Polícia Judiciária Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas. E a Corregedoria da Polícia Militar e o comandante da Força Tática do 1º Comando Regional foram comunicados do ocorrido.

O 1º tenente fez questão de afirmar que foi o único a atirar e que os demais membros da equipe não realizaram nenhum disparo.

O caso foi registrado como morte por intervenção de agente do Estado e ocorrências de natureza diversa, visto que o sistema não permite a tipificação prevista no artigo 205 do código penal militar 205, que é “matar alguém”.

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