Saiba como é produzido o soro anticovid criado pelo Instituto Butantan

Experimento que começará a ser testado em humanos é um primeiro passo para a produção de um remédio contra a covid-19

(Foto: International Fund for Animal Welfare / Pexels)

Nesta terça-feira (25), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de testes em humanos de um soro produzido pelo Instituto Butantan que promete reduzir a carga viral do novo coronavírus em pacientes infectados.

É o primeiro passo para a produção de um medicamento destinado especificamente ao tratamento da covid-19. E uma reportagem publicada pela BBC Brasil explica como esse soro é produzido.

Primeiro, os pesquisadores coletaram amostras no novo coronavírus em pacientes brasileiros infectados. Esse vírus foi cultado em laboratório, ou seja, estimulado a se reproduzir em um ambiente isolado.

O segundo passo foi inativar o vírus com radiação. Ele permaneceu vivo, mas sem condições de causar mal à saúde de seu hospedeiro. Para ter certeza disso, os pesquisadores fizeram diversos testes em camundongos.

A terceira etapa, então, foi aplicar esse vírus inativado em cavalos. Mesmo diante da impossibilidade dessa amostra do novo coronavírus afetar a saúde desses animais, or organismos dos cavalos produziram anticorpos, que passaram a circular em seu sangue.

Por fim, o sangue dos cavalos foi coletado, teve o plasma separado das hemácias (a parte vermelha do sangue), e o soro foi produzido no Butantan.

Segundo a reportagem da BBC Brasil, o Instituto tem três mil frascos e a previsão é que eles comecem a ser aplicados em humanos (que se voluntariaram para o experimento) já na próxima semana.

A expectativa é que os pacientes tratados com esse soro, se não curados da covid, ao menos não desenvolvam um quadro grave da doença. Testes parecidos, usando o plasma de pacientes humanos que se curaram da doença, já foram realizados em outros países.

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