|terça, 22 maio 2018

    PT estuda representação contra Segovia, diz líder do partido na Câmara

    COMPARTILHECOMPARTILHE

    Elza Fiúza/Agência Brasil

    Brasília

    O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), disse na tarde desta quarta-feira, 14, que o partido estuda formular uma representação contra o delegado-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, cobrando explicações sobre as declarações referentes ao andamento do inquérito dos portos, investigação que abrange o presidente Michel Temer.

    O petista afirmou, no entanto, que ainda não está definido se a reclamação será protocolada no próprio Ministério da Justiça ou na Corregedoria da PF. Pimenta disse que, em sua opinião, Segovia reproduz um comportamento comum entre magistrados e procuradores em tempos de Operação Lava Jato: o de comentar investigações em curso pela imprensa e de “desprezar” a Constituição.

    “A entrevista foi desastrosa, mas não é surpreendente. Ou alguém imaginou que Temer, (Eliseu) Padilha e Moreira (Franco) colocariam alguém na PF para investigar Temer?”, questionou o líder do PT.

    Em entrevista à agência Reuters, Segovia comentou que as investigações não encontraram provas de irregularidades envolvendo o presidente Michel Temer no chamado decreto dos portos. Na entrevista, ele sinaliza que a corporação vai recomendar o arquivamento do inquérito aberto contra o emedebista no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Mais cedo, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) anunciou que vai apresentar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um convite para que o diretor-geral da Polícia Federal se explique à Câmara. “Seria hipocrisia chamar só o Segovia, teria de chamar quem o colocou lá”, opinou Pimenta.

    O líder do PT também criticou a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que permite ao candidato financiar toda sua campanha com recursos próprios. Para Pimenta, o TSE “compactua com o abuso do poder econômico” e prioriza os candidatos milionários. “Isso colide com o princípio justo do processo democrático que é a igualdade de condições”, comentou. Pimenta disse que o PT vai trabalhar para que a resolução seja revista.

    O petista atacou a autorização para que as legendas usem o Fundo Partidário para bancar as campanhas nestas eleições. Para este ano, o valor aprovado pelo Congresso é de R$ 888,7 milhões. Esse valor se somará ao recurso do fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão. “A proposta beneficia legendas de aluguel”, concluiu.

    (Com Agência Estado)

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Please enter your name here
    Please enter your comment!

    DESTAQUES

    Policiais se revoltam ao prender “Pateta” andando de BMW

    Jovem é presa ao tentar entrar em presídio com 34 trouxas de maconha nas...

    Idoso é preso e uma das acusações é o roubo de sua própria motocicleta

    Presas com drogas, jovens posam sorrindo para foto em delegacia

    Mistério em festival de rock em Cuiabá: o que 30 mil pessoas vão ouvir...

    X