Proposta ou propaganda? Questões ambientais “dominaram” planos de governo dos candidatos

Candidatos colocam o assunto como item de governabilidade, mas não apresentam propostas definidas o que aponta para uma utopia

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

As pautas ambientais ganharam destaque nas propostas de candidatos neste ano. A discussão sobre sustentabilidade, qualidade de vida e chancela econômica pela opinião pública levou os concorrentes, tanto ao Executivo quanto ao Legislativo, a apresentarem ideias sobre esses assuntos. 

A “política verde” aparece, por exemplo, nos programas de governo de todos os oito candidatos a prefeito de Cuiabá, sempre associada a questões econômicas e degradação. 

Mas, assim como para outros assuntos, não existem nos programas planos ações específicas. Os aspectos mais abordados são a poluição ambiental e o problema da saúde e desenvolvimento econômico sustentável. 

Os tópicos são pertinentes para a Capital por causa do período de estiagem e queimadas, que durante alguns meses do ano encobre o céu com fumaça e deixa o ar mais difícil de respirar, também pela baixa umidade e a poluição. 

A pauta ambiental vai ser a grande utopia do século. Nós estamos destruindo o ambiente e agora queremos consertá-lo, mas não sabemos como fazer”, diz o comentarista político Onofre Ribeiro. 

Segundo o analista, a questão ambiental é um assunto a ser considerado pelos eleitores de agora em diante, principalmente, para a faixa etária abaixo de 40 anos. A observação de fenômenos pelo mundo colocou a conservação do planeta como critério de voto. 

As cobranças partem principalmente, diz ele, do ponto de vista econômico, por causa da associação da exploração ambiental e a produção em larga escala.

Mas acontece que os políticos ainda não têm preparo para lidar com esses assuntos e o espaço que a pauta verde ganhou nos programas de governo está mais para estratégia de campanha do que para ações planejadas. 

“O tom maior dos programas continua sendo as construções. O lema ‘governar é construir estradas’ ainda tem efeito. Depois que passar a campanha eleitoral, os programas com planejamento ambiental vão para o lixo”, diz Onofre. 

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