Preparado para votar no futuro? Empresa de MT é parte do time que projeta o “voto online”

TSE patrocina um projeto de inovação, com primeiro teste já realizado no primeiro turno das eleições municipais deste ano

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Brasil pode avançar pioneiramente, de novo, no registro de votos nas eleições daqui alguns anos. A ideia é tornar o voto desvinculado de locais específicos e torná-lo disponível digitalmente de qualquer lugar do país.

As ideias estão sendo apresentadas por empresas de tecnologia no programa “Eleição do Futuro” desenvolvido pelo TSE. O primeiro experimento com softwares em desenvolvimento ocorreu na votação de primeiro turno das eleições municipais em Curitiba (PR), Valparaíso (GO) e São Paulo (SP). O teste ocorreu com candidatos fictícios.

A ideia é criar um sistema de registro de votos que seja acessível para o eleitor de qualquer lugar do país e reduzir os custos da Justiça Eleitoral com a manutenção das urnas eletrônicas. Somente no próximo ano, a Justiça Eleitoral deverá gastar R$ 1 bilhão para trocar urnas. 

Programa de teste de votos digitais, em Curitiba, na concorrência de nova maneira de votar (Foto: Reprodução/CATVE)

E a empresa Fidelity Mobile, com sede em Mato Grosso, entrou para grupo de 27 selecionadas para o projeto piloto.

Elas ficam responsáveis por apresentar um programa que oferece o mesmo nível de segurança disponível hoje na votação em urnas eletrônicas e com inovação na maneira de registro e mobilidade do eleitor. 

“É um programa muito grande, visa atender essa nova sociedade que está integrada a tecnologia a todo tempo. Não é mais uma sociedade eletrônica, é uma sociedade ubíqua, digital”, disse o diretor de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Fidelity, Valdemar Mendonça. 

A modalidade de sociedade e-ubíqua foi cunhada no início da década de 1990 para se referir a um ambiente tecnológico e social no século XXI, em que as pessoas estejam conectadas digitalmente por meio de dispositivos em todos os lugares, como smartphones, relógios inteligentes, e que o trânsito de dados ocorra como transparência. 

Conforme o diretor Waldemar Mendonça, a transição para esse tipo de conectividade já vem pensado há alguns e, assim como em outros setores, foi acelerado pela situação da pandemia. 

O modelo de integração entre voto e tecnologia em serviço que chegará ao eleitor ainda está sendo desenvolvido. O TSE vai analisar os programas apresentados pelas empresas participantes do projeto e poderá direcionar a construção de sistema de votos. 

Mas já está no horizonte que o voto do futuro seja realizado sem depender da presença do eleitor em determinado local com zona e seção restritas. A inovação seria semelhante à universalidade do cartão de crédito, que pode hoje ser usado de qualquer localidade. 

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