Plástica para Todos diz que denúncia foi motivada por disputa e descarta complicações

Programa foi denunciado ao Conselho Regional de Medicina pela segunda vez após denúncia de novas complicações

Foto: Montagem/Reprodução

O programa Plástica para Todos repudiou a denúncia feita pela Sociedade Mato-grossense de Anestesistas (Soma) de que duas novas pacientes teriam sofrido “complicações” após procedimentos cirúrgicos na última semana.

[featured_paragraph]Ao LIVRE, a entidade disse que se trata de uma “tentativa de mascarar o interesse na reserva de mercado” e negou complicações. A informação também foi confirmada com Hospital Militar, que classificou o acontecido como “intercorrências comuns”.[/featured_paragraph]

Segundo o secretário da Soma, o médico anestesista Felipe Audi Bernardino informou ao LIVRE, a Sociedade pediu que o Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Ministério Público Estadual (MPE) investiguem a empresa de cirurgias plásticas. Disse ainda que não se trata de uma denúncia quanto ao custo das operações, mas quanto ao cuidado dispensado aos pacientes por parte dos médicos. “Nosso principal objetivo é que em Mato Grosso tenhamos serviços médicos de qualidade e estamos assustados com o que vem acontecendo”, comentou.

A direção do Plástica para Todos, porém, alega que se trata de disputa comercial. Em nota enviada ao LIVRE, informaram que, recentemente, contrataram uma equipe de anestesistas de Cuiabá que não são ligados a grupos como a Soma, o que teria contrariado a Sociedade, “razão pela qual, em evidente ato de represália, busca fazer uma associação dos casos para prejudicar os médicos, a empresa e o hospital”.

Apesar disso, o programa confirmou que duas pacientes precisaram de “cuidados especiais” após a cirurgia. No entanto, descartaram “complicações médicas”. Classificando os dois casos como “intercorrência inerente a qualquer tipo de cirurgia”, disse que uma das clientes, identificada como M.J.O.U já recebeu alta da Santa Casa de Misericórdia, onde esteve internada até o final de semana. Já a segunda envolvida, N.R.D.C, permanece na UTI do Hospital São Mateus, onde é acompanhada por médicos do programa. Segundo esclareceu, N.R teve sangramento de vasos quando já estava em casa, após a cirurgia, e procurou a unidade particular por conta própria.

O diretor do Hospital Militar de Cuiabá, coronel Kleber Duarte, confirmou as informações repassadas pelo programa Plástica para Todos e também classificou a situação como “comum”. “Foram casos sem gravidade e não há a necessidade de falatório. São intercorrências comuns, que evoluíram e necessitaram de um cuidado maior. Por isso elas foram transferidas”, informou.

Ainda segundo o coronel, o Hospital Militar recebeu o CRM e representantes da Sociedade Mato-grossense de Anestesiologia estiveram na unidade médica ainda nesta terça-feira (10) e constataram que não havia irregularidades. Segundo informou, a visita não foi motivada pelas denúncias, mas foi um procedimento de rotina.

Confira nota sobre a denúncia da Soma:
Trata-se de uma infeliz tentativa de associação dos casos entre si, a exemplo do que tentou fazer a SBCP, mascarando o real interesse na reserva de mercado.

Atualmente o Programa Plástica Para Todos logrou êxito em contratar uma equipe de anestesistas local, o que não era da vontade da Sociedade, razão pela qual, em evidente ato de represália, busca fazer uma associação dos casos para prejudicar os médicos, a empresa, hospital, gerando indevido temor na população.

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