PF investiga caixa 2 e lavagem de dinheiro em campanha de Taques

Quebra de sigilo bancário foi encaminhado à Justiça Eleitoral em apuração relativa as eleições de 2014

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A Polícia Federal investiga a suspeita de formação de caixa 2 e lavagem de dinheiro de até R$ 2 milhões na campanha de Pedro Taques ao governo do Estado, nas eleições de 2014.

Derrotado à reeleição, Taques atualmente é candidato ao Senado na eleição suplementar programada para o dia 15 de novembro.

O inquérito foi instaurado no dia 3 de outubro de 2019 e atendeu pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE).

A investigação foi originada a partir de depoimento do empresário Alan Malouf, que firmou termo de colaboração premiada em troca de redução ou até mesmo extinção da pena nas ações penais das quais é acusado de corrupção no âmbito da Justiça Estadual. A delação foi compartilhada com outros órgãos de investigação.

Para aprofundar as investigações, a Polícia Federal solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral a quebra de sigilo bancário de quatro empresas investigadas. Todas atuam no ramo de comunicação e marketing.

Tratam-se das seguintes empresas suspeitas de recebimento dos seguintes valores: TR Produções (R$ 700 mil), FCS Comunicação (R$ 600 mil), Vetor Assessoria e Pesquisa (R$ 200 mil) e Casa de Ideias (R$ 500 mil).

Dívidas milionárias de campanha

Nos depoimentos, Malouf revelou que a campanha eleitoral de Taques, em 2014, encerrou com dívidas a pagar das quais se incluíam como credoras as quatro empresas de comunicação. O empresário Júlio Modesto, que veio posteriormente a ser nomeado secretário de Administração, propôs a ideia de um empréstimo de R$ 1,350 milhão com a pessoa identificada como Cláudio Pereira da Silva.

Deste montante, R$ 700 mil foram repassados ao ex-senador e marqueteiro Antero Paes de Barros, por meio do seu filho Ranulfo Paes de Barros, sócio da empresa TR Produção. Outros R$ 1,5 milhão foram repassados pelo Buffet Leila Malouf para quitação de dívida de campanha, em dinheiro não contabilizado e declarado perante à Justiça Eleitoral.

A PF reproduziu em parte o resultado de um Relatório de Inteligência Financeira formulado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para identificar alguma movimentação ilegal.

O publicitário Gustavo Vandoni sacou, em janeiro de 2015, o total de R$ 330 mil. Outros R$ 200 mil foram sacados por Odenil da Silva Mello. Todos os valores foram originários do dinheiro cedido por Cláudio Pereira da Silva.

Por conta disso, a PF solicitou a quebra do sigilo bancário no período de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015 dos seguintes investigados: Claudio Pereira da Silva, Gustavo Vandoni da Silva Pereira, Odenil da Silva Mello e José de Neves Gontijo.

Outro lado

O candidato ao Senado Pedro Taques assim se manifestou:

Quando candidato ao governo de Mato Grosso em 2014, Pedro Taques, então no PDT, não tratava de recebimento de recursos. Ainda assim, tem certeza de que os responsáveis não fizeram nada de errado.

Fato é que já se passaram 6 anos em que o tema é apurado, destaca-se, apurado, ou seja, sequer é um processo, e que até hoje não revelou nada de errado que tenha sido conduzido em 2014.

Taques lamenta que a apuração, a qual está sob segredo de justiça, determinado pela Justiça, reapareça pautado no momento em que coloca seu nome para o sufrágio popular.

Pedro Taques destaca ainda que seu jurídico já está tratando do assunto e que, desde 01/01/2019, vem solicitando sistematicamente para ser ouvido por toda e qualquer autoridade legal, para todo ou qualquer fato, por entender que não pode limitar o exercício de defesa de sua reputação, apenas por meio de notas a veículos de comunicação.

Onde prevalece a verdadeira Justiça, ou seja, frente as autoridades legais. É o que sempre confia.

Lembra, por fim, que suas contas de campanha de 2014 foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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