Padrasto é preso por estuprar e agredir enteados; mãe permitia e acobertava crimes

Menina chegou a passar a se se vestir como menino para tentar impedir que padrasto continuasse os abusos

Imagem Ilustrativa (Foto: Pixabay)

Um casal teve a prisão temporária cumprida nessa segunda-feira (1º) pela Polícia Civil, em Pontes e Lacerda (450 km de Cuiabá). Eles são acusados pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra duas crianças.

A menina, de 12 anos, e o garoto, de 9, são filhos da mulher de 31 anos e enteados do homem de 33 anos.

A Justiça também autorizou busca domiciliar para coleta de material biológico, que será utilizado em exame para confronto de DNA. O casal é investigado pela Polícia Civil pelos crimes de maus tratos, estupro de vulnerável e lesão corporal.

A Polícia Civil tomou conhecimento dos crimes a partir da comunicação do Conselho Tutelar do município, que recebeu uma denúncia e verificou a situação das duas crianças.

O delegado Marlon Luz instaurou investigação para apurar os crimes e, a partir de depoimentos especiais e da realização de laudos periciais, foram constatados o estupro e as lesões sofridas pelas crianças.

A investigação apurou que o padrasto estuprou a garota sucessivas vezes e também agrediu e praticou maus tratos contra o menino, inclusive o agredindo com uma mangueira de borracha.

Já a mãe, conforme apuração, agrediu a filha e a ameaçou, para que a menina não contasse a ninguém sobre os abusos, a fim de proteger o marido.

“O caso foi muito impactante para a equipe da delegacia, a partir das informações que foram constatadas na investigação. A menina não aguentava mais os abusos e começou a se vestir como menino, na tentativa de afastar o agressor”, relata o delegado.

Ele acrescenta que a mãe também é responsável pelo estupro, pois tem o dever de proteger e de garantir a integridade da criança e, a partir do momento que sabe da situação e não faz nada, ela também responde pelo crime.

Os dois foram encaminhados à delegacia e, depois de cumprido o mandado de prisão, serão encaminhados às respectivas unidades prisionais.

O inquérito segue para coletar outras informações e evidências necessárias à conclusão do caso.

As duas crianças foram encaminhadas pelo Conselho Tutelar para uma casa de acolhimento do município.

(Da Assessoria)

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