Mulher abastece, não paga e ainda arrasta frentista até bater em restaurante

Antes de arrastar o frentista, ela disse: “vamos ver se você é o bichão” e arrancou com o carro

Uma mulher de 38 anos foi presa na madrugada desta quinta-feira (25) depois de abastecer seu veículo Nissan Kicks de cor cinza em um posto da Avenida Getúlio Vargas, no centro de Cuiabá, recusar-se a pagar pelo combustível e sair arrastando o frentista na rua até bater em um restaurante que fica próximo ao posto.

O frentista, Adalberto Araujo Ferreira, de 24 anos, que trabalha há quatro meses no posto, contou ao LIVRE que, após colocar R$ 50 de combustível, a motorista disse que não iria pagar e ele afirmou que ela não sairia sem pagar.

“Ela disse para mim: ‘ah é? Vamos ver se você é o bichão’. Aí eu segurei o volante e ela arrancou com o carro com a porta aberta e saiu me arrastando”, contou Adalberto.

A motorista arrastou o trabalhador por cerca de 20 metros, com metade do corpo dentro do veículo e a outra metade para fora, até que ela bateu no restaurante, acertando objetos, mesas e cadeiras do estabelecimento e, por pouco não pegando também os clientes e funcionários.

Segundo o boletim de ocorrência, ela tentou mais uma vez fugir, mas foi impedida por testemunhas, que tiraram a chave do carro da ignição e acionaram a Polícia Militar.

Assim que chegou, a equipe constatou a visível embriaguez da mulher e acionou uma equipe do Batalhão de Trânsito para realizar o teste do bafômetro, mas a suspeita se recusou a fazer. Como ela apresentava “sonolência, olhos avermelhados, desordem nas vestes e hálito alcoólico, foi preenchido o auto de constatação de sinais de alteração da capacidade psicomotora”.

À reportagem do LIVRE, os policiais que atenderam a ocorrência contaram que a motorista chegou a entrar no carro para pegar seus documentos e dormiu, tendo que ser acordada pela equipe para ser presa. Ela foi encaminhada para a Central de Flagrantes de Cuiabá e também dormiu no camburão durante todo o caminho até a delegacia.

O carro da suspeita ficou com a frente bastante danificada, foi apreendido e está no pátio da Central de Flagrantes. Ela não estava com nenhum documento pessoal e não conseguiu dizer onde estava antes do acidente.

O frentista teve o uniforme rasgado, ralou os joelhos e a mão, mas relatou que tudo não passou de um susto, dizendo que trabalhar durante a madrugada é estar exposto a riscos.

“Eu estou bem, não queria que tivesse acontecido, mas já que aconteceu, pelo menos estou bem”, disse.

Foto: Karina Cabral/ O Livre

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