Mercosul e UE não fecham acordo porque europeus não querem, diz Maggi

Maggi se pronunciou depois da chanceler alemã Angela Merkel afirmar que será mais difícil fechar um acordo com o Mercosul sob o comando de Bolsonaro

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta quarta-feira (12), que o Mercosul está pronto para fechar um acordo comercial com a União Europeia, que só não foi acertado ainda porque os europeus não querem concordar.

“O Mercosul e a União Europeia só não têm um acordo, não é porque o Mercosul não quis, é porque a União Europeia não quis”, disse o ministro.

Os comentários do ministro foram feitos depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter dito nesta quarta-feira que será mais difícil fechar um acordo de comércio com o Mercosul sob o comando do presidente eleito Jair Bolsonaro, que assumirá o cargo em 1º de janeiro.

Em pronunciamento a parlamentares em Berlim, a chanceler alemã disse que o novo governo brasileiro do presidente eleito Jair Bolsonaro tornará o tratado mais difícil de ser alcançado. Ela afirmou que o tempo está se esgotando para um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Em resposta, o ministro Maggi rebateu o posicionamento de Merkel. “O Brasil flexibilizou o que podia flexibilizar… Flexibilizamos até em detrimento do uns setores aqui internamente”, disse a jornalistas.

Bolsonaro já disse ser mais favorável a negociações bilaterais do que a engajamento em grupos multilaterais, como no caso do Mercosul.

Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o Brasil está empenhado para que o acordo seja concluído, mas é preciso que os dois lados estejam interessados.

“Nós atribuímos enorme importância (ao acordo UE-Mercosul). O ministro (das Relações Exteriores) Aloysio (Nunes) está pessoalmente empenhado na negociação. Tenho acompanhado todos os temas de maneira muito próxima e estamos dando todos os sinais que Brasil tem vontade e disposição de fechar o acordo, mas os dois lados têm que querer”, afirmou Guardia a jornalistas.

*Agência Reuters

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