Mauro reduzirá estrutura do Estado para 15 secretarias e cortará 3 mil cargos – veja lista

    Governador eleito defende que não há espaço para gastos desnecessários em período de crise

    (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

    O governador eleito Mauro Mendes (DEM) anunciou o corte de nove das 24 secretarias do Estado de Mato Grosso, a partir de sua posse, em 2019. A nova estrutura administrativa contará com um total de 15 secretarias de Estado (veja a lista no final do texto). Mauro também deverá exonerar três mil servidores, entre cargos comissionados, contratados e de função gratificada.

    Redução de despesas

    Conforme assessoria, junto com a comissão de transmissão, o governador eleito passou as últimas semanas estudando e elaborando balanços e relatórios para diagnosticar a real situação de Mato Grosso.

    De acordo com Mauro Mendes, a crise financeira na qual o Estado está mergulhado exige uma redução rígida das despesas, pois, o estado tem gasto no mês mais do que arrecada no mesmo mês, acumulando déficits consecutivos que tem engessado e endividado a administração em cifras que superam os bilhões de reais.

    “Junto com a equipe de transmissão passamos a identificar onde poderemos reduzir gastos, promover cortes, cortar cargos, fundir secretarias. Tudo visando trazer economia aos cofres públicos para sobrar dinheiro em investir naquilo que é mais urgente ao cidadão. É o primeiro passo para a nossa meta de reequilibrar as finanças do Estado”, declarou.

    Mauro garantiu que esses cortes não trarão qualquer prejuízo à população. “Essa redução de despesas visa justamente melhorar a qualidade dos serviços prestados. Os valores economizados no custeio da máquina serão revertidos para que possamos equilibrar o caixa e honrar os compromissos do Estado com os servidores, os fornecedores e com o cidadão mato-grossense”, explicou.

    As secretarias extintas/incorporadas são:

    1 – Secretaria de Estado de Cidades;
    2 – Casa Militar;
    3 – Gabinete de Assuntos Estratégicos, cujas funções passarão a ser de atribuição da Casa Civil
    4 – Gabinete de Articulação e Desenvolvimento Regional, cujas funções passarão a ser de atribuição da Casa Civil
    5 – Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, cujas funções passarão a ser desempenhadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico;
    6 – Secretaria de Estado de Planejamento, que será incorporada à Secretaria de Planejamento e Gestão
    7 – Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, cujas funções voltarão a ser desempenhadas pela Controladoria Geral do Estado;
    8 – Gabinete de Comunicação, que será convertido como secretaria adjunta na Casa Civil;
    9 – Gabinete de Governo, cujas funções serão atribuídas à Casa Civil;

    Nova estrutura administrativa proposta por Mauro Mendes:

    1 – Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão – Seplag
    2 – Secretaria de Estado de Justiça- Sejus
    3 – Secretaria de Estado de Cidadania, Assistência Social e Direitos Humanos – Setasdh
    4 – Secretaria de Estado de Educação- Seduc
    5 – Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer – Sectel
    6 – Secretaria de Estado de Fazenda – Sefaz
    7 – Secretaria de Estado de Meio Ambiente – Sema
    8 – Secretaria de Estado de Segurança Pública
    9 – Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação – Secitec
    10 – Secretaria de Estado de Saúde – SES
    11 – Secretaria de Estado de Infraestrutura, Logística e Obras Públicas – Sintra
    12 – Casa Civil
    13 – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico
    14 – Controladoria Geral do Estado – CGE
    15 – Procuradoria Geral do Estado – PGE

    *Com assessoria

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    4 COMENTÁRIOS

    1. Governador Mauro Mendes, medidas importantes e salutar para enxugar custos e buscar o equilibrou entre receita e despesas. Na minha opinião a Cultura poderia estar sendo vinculada à Educação e não ao Esporte.

      Desejo sucesso nesta sua missão.

      Forte abraço.

    2. Se a redução do horario de expediente de 8 para 6 representou uma economia em gastos com energia eletrica, combustível, agua etc, Porque voltar a gastar mais se pode fazer em 6 o que se fazia em 8 horas? Nao quer economizar ? Então acho que seria prudente permanecer com a redução.Ou o sr. Governador não quer esta economia porque partiu da atual gestão?

    3. Se a economia com energia elétrica justifica a jornada de 6 horas, O servidor deve ser contratado para 30 horas semanais. Não é uma medida eficiente dispensar 10 horas semanais de cada servidor público e paga-los integralmente por 40 horas semanais. o governador eleito tem razão quando diz que “aprendeu que se o estado está quebrado, é preciso trabalhar mais para arrecadar e fechar a conta”
      Onde já se viu melhorar receitas e qualidade de serviço trabalhando menos?
      Se alguém sabe fazer isso passe essa mágica para a sociedade.

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