Mais integração contra notícias falsas é proposta de encontro agro na Argentina

Diretor da Aprosoja fala sobre fogo na Amazônia e de investimentos na preservação do meio ambiente

Foto: Assessoria

Promover mais integração entre os países produtores de soja do Mercosul para desmistificar notícias e números distorcidos a respeito do setor foi um dos alinhamentos extraídos do evento “Reformular a Soja para Impulsionar uma Cadeia de Conhecimento”, na cidade de Rosário, Argentina, com a participação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

Na última semana, o diretor administrativo da entidade, Lucas Beber, concedeu palestra contextualizando sobre a produção e o mercado da soja no Brasil e seus desafios.

Durante o painel “Atualização e Perspectiva do Mercado da Soja nos Países do Mercosul”, o diretor apresentou números sobre a produção do Brasil e de Mato Grosso, falou a respeito da rentabilidade do produtor – em queda, embora haja mais investimento em tecnologia e aumento da produtividade, como frisou –, dos problemas logísticos e quanto à taxação das commodities especificamente em Mato Grosso.

“Porém, um dos temas que mais fui questionado foi a questão ambiental, sobretudo quanto às queimadas na Amazônia”, informou Lucas Bebber. Sobre o assunto, o diretor reforçou a conduta dos produtores de soja dentro do que prevê a lei, já que o país é detentor de um dos códigos florestais mais moderno e rígido do mundo, e que há preservação em metade da área nativa dentro das propriedades, o que gera custo.

“O produtor brasileiro é responsável e gasta mais de R$ 20 bilhões por ano somente para proteger as reservas florestais de suas propriedades. Enquanto em alguns países, os produtores são remunerados para proteger, quando querem proteger, nós somos obrigados e temos total responsabilidade”, respondeu ao público do evento, realizado pela entidade Agricultores Federados Argentinos (AFA). O diretor também informou sobre as nascentes existentes em Mato Grosso, cujo percentual de preservação é de 95% e muitas delas se encontram dentro de propriedades rurais.

Por fim, o representante da Aprosoja reforçou que apenas 7,8% do território nacional são ocupados com a produção de grãos e que os focos de incêndio existentes na Amazônia hoje têm, na sua opinião, origem natural – em virtude do período de seca e da grande massa vegetal existente – ou são fruto de prática criminosa com viés ideológico, conforme averiguado.

“O evento foi uma oportunidade para desmistificar todos esses mitos e mostrar que os números não chegam nem perto do real, são muito inferiores ao que tem sido mostrado. Junto das associações de produtores dos outros países, chegamos à conclusão que precisamos estar mais alinhados justamente para combater as notícias ruins e distorções de números, além de buscar mais alternativas de rentabilidade para os produtores do Mercosul”, finalizou Lucas Beber.

Mercado

Na quinta-feira, os representantes das cadeias de soja do Mercosul reuniram-se para tratar de assuntos como contrato de compra e venda, qualidade e classificação do grão e a proposta de um novo modelo de remuneração baseado na qualidade do teor da proteína.

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