Mais de mil graduados em Medicina esperam autorização para trabalhar em Mato Grosso

Profissionais formados no exterior aguardam o Inep e a UFMT abrirem processo para revalidar seus diplomas. Até agora, não há previsão de quando

(Foto: Reprodução/Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Em tempos de escassez de profissionais da saúde para trabalhar na linha de frente contra a pandemia do novo coronavírus, mais de mil médicos em Mato Grosso aguardam avaliação do currículo para terem seus diplomas validados. 

São profissionais que tiveram formação no exterior e precisam passar pela série de testes conhecida como Revalida, para se adequarem aos padrões de exercício profissional brasileiro. A Bolívia é o principal país formador desses graduados. 

Contudo, as provas aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) não são realizadas desde 2017 e a situação piorou com a pandemia. As universidades eram a alternativa para o crivo dos estudantes, porém o calendário foi suspenso.  

Apelo à UFMT

É caso do teste aplicado Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que estava previsto para agosto e foi suspenso por causa da necessidade de isolamento social impostas pelo ambiente do contágio. 

A quarta etapa do Revalida seria aplicada a 1.021 candidatos. Com a suspensão do calendário, não há previsão de quando a avaliação será feita. 

A situação levou o senador Carlos Fávaro (PSD) a pedir que a administração da UFMT reveja a decisão e oferte a prova final remotamente. 

“Estamos vivendo um momento drástico e a UFMT tem muito a contribuir, podendo disponibilizar mais mil médicos capacitados e ambientados com a saúde brasileira para atuar no combate à pandemia. Assim como estudantes puderam antecipar suas formaturas para atender à demanda, estes profissionais também podem contribuir e muito”, defendeu. 

Conforme Fávaro, a sugestão é que o presidente Jair Bolsonaro edite uma Medida Provisória (MP) de autorização de aplicação remota do exame. Seria uma liberação temporária que entraria no bojo da MP baixada em abril, que já permitiu que estudantes de Medicina no Brasil, com 75% do curso concluído, antecipassem a colação de grau.  

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Posições de entidades 

A falta de profissionais dispostos a trabalhar no “front de batalha” contra a covid-19 já trava o desenvolvimento de serviços exclusivos para a pandemia. 

Uma reportagem publicada pelo LIVRE mostra que os centros de triagem de pessoas com sintomas da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) pode emperrar por falta de médicos, enfermeiros e técnicos para cobrir os serviços. 

O Revalida seria um escape. Contudo, de acordo com o Conselho Regional de Medicina em Mato Grosso (CRM-MT), o Inep deve aplicar um novo processo somente em outubro. 

O Conselho diz que a avaliação dos alunos pelo exame é indispensável para os graduados formados no exterior. 

Já UFMT informou, em nota, “que está consciente das necessidades de profissionais da Medicina neste momento de pandemia, portanto avalia alternativas para a realização do exame, desde que sem colocar em risco a vida dos servidores e candidatos a revalidação”.

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