Jovem acusa estudante de medicina de tê-la dopado e estuprado

Ela afirma que no dia seguinte encontrou uma camisinha e maconha dentro de seu órgão sexual

Imagem ilustrativa (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Uma moradora de Cuiabá viralizou na rede social Twitter nessa terça-feira (4), de uma forma inesperada. Ela denunciou em uma sequência de tweets o terror vivido ao ser dopada e estuprada por um estudante de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

As publicações tomaram tamanha proporção que mais de 4 mil pessoas curtiram, mais de mil compartilharam e centenas comentaram e iniciaram uma campanha pedindo justiça pela garota.

Segundo a jovem, em um dia – não especificado por ela – em que brigou com a mãe, ela saiu de casa com vontade de tirar a própria vida e parou em um lugar desconhecido para carregar o celular.

Nesse momento, o estudante de medicina teria perguntado como ela estava, mostrando-se preocupado e dito que queria vê-la. Ela mandou a localização e ele teria ido até ela.

Nervosa e chorando muito, a jovem entrou no carro e o estudante teria dado a ela um remédio dizendo que era para que ela se acalmasse.

“Grogue”

Ela tinha intenção de tomar apenas quando chegasse na casa da amiga, mas ele teria – segundo a jovem – insistido, afirmando que o efeito demorava. Ela, no entanto, logo sentiu o efeito do remédio e ficou “grogue”.

“Depois de tomar o remédio e ficar grogue, tentei conversar e ele começou a passar minha mão no pênis dele. Ele estava dirigindo já e eu percebi que mudou a rota e no final me levou pra um motel”, escreveu a jovem em um dos tweets.

A bateria do celular dela acabou e ela pediu para usar o dele para falar com as amigas. Ele, então, teria mandado fotos do órgão sexual dele para amigas da jovem pelo perfil dela – uma amiga chegou a bloqueá-la.

Ela foi para a casa de um amigo e dormiu lá. No outro dia, quando foi tomar banho, encontrou camisinha e maconha dentro de sua vagina.

Sentindo-se vulnerável

A jovem afirmou se lembrar de mais detalhes que preferiu não contar, mas que foi violentada quando estava psicologicamente e fisicamente vulnerável, que isso lhe fez muito mal e só agora, com apoio de amigas, teve coragem de falar.

Apesar de em momento algum ela citar o nome do rapaz nos tweets principais, os internautas não demoraram a descobrir o perfil dele na rede social Instagram e começaram a mandar mensagens para o acusado e para a mãe dele.

Em resposta à publicação original, outra jovem já se identificou dizendo também ter sido vítima do mesmo rapaz. E uma segunda afirmou também ter sido assediada por outro estudante de medicina da UFMT.

Agora, além de pedirem justiça, os internautas dizem já estarem se preparando para ajudar financeiramente para caso a denunciante seja processada.

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