Bebê morre em cirurgia e pai acusa hospital de operá-lo sem avisar

O bebê, diagnosticado com laringite, não teria resistido a um procedimento cirúrgico para intubação

(Divulgação)

Após perder o filho de apenas três meses de idade, J.B.C.S. denunciou o Hospital das Clinicas de Primavera do Leste (190 km de Cuiabá) por suposto erro médico e negligência. O pai afirma que o procedimento cirúrgico foi iniciado no bebê sem que ele e a mãe tivessem conhecimento e sem que estivessem na unidade de saúde.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado nesta segunda-feira (17), o bebê apresentou uma irritação no peito em 14 de dezembro e foi levado a uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), onde recebeu o diagnosticado de laringite e foi transferido para o Hospital das Clínicas.

Após a transferência, o pai, que diz ter conhecimento técnico por já ter trabalhado em um hospital, diz ter sugerido a médica T.D.N. que realizasse uma traqueostomia, pois ela alegava que a garganta do bebê estava fechada e a falta de ar estava aumentando. A profissional, no entanto, teria dito que não seria o procedimento adequado ao caso.

No dia seguinte à sugestão, por sua vez, a médica teria informado aos pais que iria internar o bebê numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pois a infecção não estava regredindo, e que à tarde faria a intubação.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, quando o bebê estava sendo levado para a UTI, o pai teria percebido que a médica estava insegura e pedido para acompanhá-la no procedimento, mas ela teria recusado. Perante a negativa, o pai teria pedido para que outro médico a auxiliasse na cirurgia, mas ela também não teria aceitado, respondendo que estava acostumada a fazer o procedimento e que o avisaria quando começasse.

O pai relata que foi para casa para arrumar a mala do bebê e da mãe, que o acompanharia ao hospital e, nesse momento, teria recebido uma ligação para retornar à unidade de saúde. Quando chegou, teria recebido a notícia de que o bebê teve uma parada cardíaca e que estavam tentando reanimá-lo.

No denúncia, o pai reforça que nem ele e nem a mãe estavam presentes no momento em que tentaram entubar o filho, embora o combinado fosse outro. Ainda segundo ele, uma senhora que estava no corredor disse ter visto a médica e a auxiliar passarem correndo com o bebê em direção ao centro cirúrgico e dizendo que “não tinham conseguido”.

No boletim de ocorrência, o pai diz que irá requerer autorização para exumação do corpo para saber as reais causas da morte do filho, bem como que as autoridades competentes investiguem o caso.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

O LIVRE ADS