“Fique em casa” aumentou a desigualdade no Vale do Rio Cuiabá, aponta estudo

População mais pobre foi a que mais perdeu renda no segundo trimestre de 2020

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

As pessoas mais pobres na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá perderam 9,8% de sua renda no segundo trimestre de 2020 e foram as que mais sentiram o impacto da pandemia. 

Os dados estão no boletim Desigualdade nas Metrópoles, que leva em conta os levantamentos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), compilado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comparando os meses abril a junho do ano passado e deste ano. 

O boletim foi produzido por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em parceria com o Observatório das Metrópoles e Observatório da Dívida Social na América Latina. 

O efeito socioeconômico gerado pela imposição do isolamento social foi o aumento de desigualdade nas grandes regiões habitadas. No Vale do Rio Cuiabá, a desigualdade passou de 0,587 para 0,591. 

Extratos 

Todas as classes econômicas tiveram perda de renda com a paralisação da economia, imposta para evitar a proliferação do novo coronavírus.

E os 50% mais pobres sentiram ainda mais os efeitos da medida. Conforme o boletim, no Vale do Rio Cuiabá, região que engloba nove cidades, a renda individual das pessoas desse extrato ficou 9,8% menor este ano. 

Eles foram acompanhados de perto, proporcionalmente, pelos 10% mais ricos da região, cuja renda per capita caiu 9,3%. O grupo intermediário, que inclui 50% da classe média, teve o menor impacto, com perda de 7,2%. 

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