Ezequiel e a “caixa de papelão”

Ezequiel foi hostilizado durante evento realizado em Cáceres

O deputado federal e candidato à reeleição Ezequiel Fonseca (PP) passou por uma situação no mínimo constrangedora no domingo (23), em Cáceres. Ao chegar em um evento político, organizado pelo deputado federal e candidato ao Senado Adilton Sachetti (PRB), o progressista foi hostilizado por alguns dos eleitores.

O parlamentar foi chamado de “caixa de papelão”, em referência ao vídeo que compõe a delação do ex-governador Silval Barbosa, que acusa Ezequiel de ter recebido propina do Executivo enquanto era deputado estadual.

Um dos eleitores, ao ver o deputado, diz: “cai fora daqui, caixa de papelão. Ezequiel caixa de papelão”. Um dos homens que aparece no vídeo ainda fala: “vai cair a caixa de papelão ai”.

Sachetti tentar amenizar a situação dizendo que o ato era um debate democrático e que era preciso respeitar democraticamente as pessoas. “Você tem o direito de se manifestar na urna. Eu gostaria que tivesse o respeito pessoal com todos aqui. Em todos os lugares vamos ter divergências de posicionamentos, mas vamos nos respeitar”.

Outro homem questiona o candidato ao Senado: “nós não temos o direito de ficar indignado? Nós somos eleitores”. Sachetti, por sua vez, disse que sim. “O senhor tem direito”.

Confira na íntegra a nota enviada pelo deputado Ezequiel:

“Não tenho preguiça, nem medo do trabalho e muito menos medo dos covardes. Essa manifestação trata-se de clara ação orquestrada, um fato isolado e executado por um grupo de pessoas que tinham a clara intenção de constranger.

E é por este motivo que não vou entrar no jogo sujo. Minha resposta é continuar a campanha com a cabeça erguida e a certeza de que trabalhei muito por Mato Grosso. Nos últimos 4 anos eu trouxe em emendas e ações mais de 370 milhões para esse estado. E é o que continuarei fazendo.

Em relação ao vídeo, eu espero a Justiça para me defender. Sigo aguardando ser chamado pelas autoridades para demonstrar, de forma cabal e inequívoca, que o delator – condenado por corrupção – mentiu aos procuradores em troca de escapar de um tempo maior de prisão. A tranquilidade é respaldada pelas recentes decisões judiciais, tanto no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto na Justiça Eleitoral, que me inocentaram de duas acusações, comprovando que nada fiz de ilícito”.

 

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